Catarina Martins: "O PCP é imprescindível no equilíbrio da esquerda em Portugal"

| Entrevistas e debates, Legislativas 2019
Catarina Martins: O PCP é imprescindível no equilíbrio da esquerda em Portugal

Foto: Antena1

"Quem decide é quem vota”. Catarina Martins recusa concretizar objetivos para as eleições de outubro. Em entrevista à Antena1, a coordenadora do Bloco de Esquerda espera ser possível encontrar novas soluções de entendimento na próxima legislatura até porque, diz, sem a chamada geringonça, e com o PS sozinho no poder, o país estaria hoje pior. E classifica de "muito perigosa" uma eventual maioria absoluta do PS.


Catarina Martins acusa o PS de falta de transparência no programa eleitoral em relação aos números para os próximos 4 anos. Quando questionada: “Está António Costa a enganar os portuguese?” Responde: “Era bom que dissesse ao que vem”.

Apesar das divergências com o PCP, Catarina Martins diz, nesta entrevista à Antena1, que tem gostado muito de trabalhar com Jerónimo de Sousa e que o PCP é “um partido imprescindível num equilíbrio de forças que permita um governo à esquerda”.

Catarina Martins clarifica a estratégia do partido, depois de ter passado a ideia de que o Bloco tinha um programa social-democrata. A coordenadora explica que a estratégia do BE é socialista e ecologista mas, “há causas que pertenceram historicamente à social-democracia e que hoje em dia que só encontram campo nos programas à esquerda”.

Sobre o acesso aos medicamentos inovadores, Catarina Martins disse nesta entrevista que o Bloco de Esquerda já enviou uma pergunta formal à Ministra da Saúde e aguarda esclarecimentos, acrescentado a coordenadora do Bloco que “é preciso cautela porque há uma grande pressão da Industria farmacêutica”. Catarina Martins diz que o princípio do BE é: “se existe possibilidade de atender a um doente, o Estado tem de conseguir esse medicamento”.

Nesta entrevista à Antena1, Catarina Martins elencou as principais propostas do Bloco: a aposta no investimento público; a subida do salário mínimo; a regulação dos preços do mercado de arrendamento; a recuperação gradual do controlo estratégico de algumas empresas, em particular no sector dos correios e da energia.

Pode ver aqui na íntegra esta entrevista de Natália Carvalho a Catarina Martins:


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