Presidenciais. A jornada eleitoral acompanhada ao minuto

por RTP

Mário Cruz - Lusa

Acompanhamos aqui os principais acontecimentos deste domingo, dia das eleições presidenciais - desde a votação até ao escrutínio e às reações dos protagonistas políticos na emissão especial da RTP.

Mais atualizações


17h52 - CNE fala em número residual de queixas

João Tiago Machado, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), admite que houve erros nas mesas de voto, mas diz que há apenas uma dezena de queixas por parte dos eleitores.


17h43 - Cavaco Silva assinala "lição de grande civismo" dos portugueses

O ex-Presidente da República Cavaco Silva disse este domingo que os portugueses estão a dar "uma lição de grande civismo" ao votar nestas eleições.

"Era bom que as previsões de abstenção não se concretizassem. Acredito que os portugueses estão a fazer um esforço neste tempo de pandemia", afirmou Aníbal Cavaco Silva.

Em declarações aos jornalistas depois de ter exercido o direito de voto, Cavaco Silva disse ainda que as eleições ocorrem num tempo de "grande tristeza" mas que "é preciso lutar".

"Nós não podemos baixar os braços neste tempo tão difícil", acrescentou.

17h26 - Ramalho Eanes apela ao voto e defende reflexão em período grave da pandemia

O ex-Presidente da República Ramalho Eanes apelou este domingo ao voto dos portugueses e defendeu uma análise profunda dos resultados, no caso de a abstenção se confirmar elevada, nomeadamente sobre a realização de umas eleições num período grave da pandemia.
"Depois das eleições, devemos olhar para tudo o que aconteceu, nomeadamente fazer eleições num período grave da pandemia, e daí retirar lições para que, no futuro, possamos fazer o que é mais correto e o que mais convém à vida democrática, dinâmica e ambiciosa", disse aos jornalistas após votar numa escola na zona do Beato, em Lisboa.

17h07 - Afluência às urnas até às 16h00 foi de 35,44%

A afluência às urnas para a eleição do novo Presidente da República era de 35,44 por cento até às 16h00 de hoje. Os dados são avançados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI). Nas últimas eleições presidenciais, a 24 de janeiro de 2016 a afluência foi de 37,69 por cento até às 16h00. 

Hoje, até às 12h00, a afluência às urnas situou-se em 17,07 por cento (em 2016 era de 15,82 por cento à mesma hora).

Estes dados de afluência incluem os números da votação antecipada, que este ano teve mais participação do que em anos anteriores.
Ricardo Ferreira Reis, diretor do centro de sondagens da Universidade Católica, diz à RTP que os dados indiciam uma forte participação em relação ao esperado.

"Os cenários mais pessimistas que apontavam para uma abstenção de 70 a 75 por cento estão completamente excluídos. Neste momento a abstenção já não pode ser acima de 64 por cento e ainda estão pessoas a votar depois das 16h00", refere.

Acrecenta ainda que a participação está a ser "acima do que se esperava", tendo em conta a situação de pandemia.

16h49 - Protesto em Bencatel por corte de estrada

Em Bencatel, Vila Viçosa, houve um protesto junto a uma mesa de voto que juntou cerca de 200 pessoas, em protesto contra o corte definitivo de uma estrada nacional.

De acordo com a agência Lusa, o protesto foi acompanhado pela GNR e começou antes das 14h00. Alguns manifestantes seguiram até ao troço da Estrada Nacional 254, que foi cortado em definitivo na última sexta-feira pela Infraestruturas de Portugal (IP).

15h46 - A abstenção é uma arma em Morgado, Montalegre

Em Morgado, no concelho de Montalegre, apenas quatro pessoas votaram esta manhã.

A abstenção é uma forma de protesto dos eleitores, contra a exploração de uma mina de lítio.

Às 7 da manhã, em frente à junta de freguesia estava uma grande pedra. Para que a mesa de voto abrisse, foi necessária a intervenção das autoridades.

15h34 - País tem estado a votar em normalidade em respeito pela segurança

Por todo o país, houve necessidade de aumentar os locais de voto para evitar ajuntamentos.

A RTP acompanhou também as votações na Guarda, em Coimbra, em Évora e em Faro onde, apesar das filas, tudo correu dentro da normalidade esta manhã.

15h20 - Ana Gomes. “Estas eleições são importantes para o reforço da democracia”

A candidata presidencial Ana Gomes já votou na Escola Secundária de Cascais. A socialista demorou cerca de 30 minutos até conseguir votar. “Ter esperado um bocadinho é sinal que de facto há uma afluência”, diz a candidata.

“É muito importante a participação de todos. O voto é um direito, mas é também um dever cívico”, apelou Ana Gomes. “É importante que tantos cidadãos se tenham mobilizado para votar, não obstante às circunstâncias”, reconhece a candidata.

Ana Gomes diz que o “exercício do voto está a ser seguro, as pessoas estão a respeitar as distâncias de segurança e os funcionários da mesa também têm garantido que tudo corre perfeitamente”.

“Estas eleições são importantes para o reforço da democracia”, sublinhou a candidata às presidenciais. “Quanto mais cidadãos vierem votar, mais reforçada ela sai”, conclui.

15h00 - Lisboa e Porto registam afluência positiva durante a manhã

Em Lisboa e Porto, ainda antes das oito da manhã formaram-se longas filas, cumprindo o distanciamento social.

Os madrugadores foram sobretudo eleitores mais velhos, muitos deles acompanhados por filhos e netos.

14h52 - Protesto. Homem fechou seção de voto em Cabeceira de Basto

Em Cabeceiras de Basto, um homem fechou a cadeado o portão da antiga escola primária de Moimenta, onde está instalada uma secção de voto.

A GNR foi chamada ao local por volta das 7h30 da manhã e em conjunto com o Presidente da Junta local cortaram o cadeado, permitindo que as urnas abrissem às 8h.

O protesto teve como objetivo sensibilizar o Município e o próximo presidente da República para o alargamento da estrada municipal 518.

Francisco Pereira, o único popular presente nesta ação acusa a autarquia de não estar a gerir bem a verba disponibilizada pela Iberdola para compensar os prejuízos causados pela construção da barragem de Daivões.

As 320 pessoas inscritas nesta secção puderam começar a votar sem sobressaltos.

14h40 - Adesão elevada na votação em França, Brasil, Angola e Venezuela

Um pouco por todo o mundo, há portugueses a votar para estas eleições presidenciais. Apesar da pandemia, a adesão foi elevada no Brasil, Angola, Venezuela e também em França.


14h03 - CNE sem queixas, apenas alguns "relatos" de filas grandes

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) indica que o processo eleitoral para as presidenciais está a decorrer dentro da normalidade, com apenas alguns relatos de filas grandes, já expectáveis e salutares por poderem ser demonstrativas de elevada participação.

"Não há registo de qualquer tipo de problema, apenas alguns relatos de filas grandes", disse à Lusa o porta-voz da CNE, João Tiago Machado, sublinhando não ter recebido "queixas", apenas uns "relatos, em género de desabafo, mas que têm vindo a diminuir de intensidade".

Relativamente às filas, o porta-voz admite que já seria expectável, devido às medidas de segurança que têm de ser acauteladas para conter a propagação do novo coronavírus, e considera o fenómeno até "salutar", porque pode significar que "a abstenção não será tão grande" quanto se estava à espera.

No entanto, reconhece também que poderá ter a ver com a própria organização feitas pelas autarquias, já que em alguns locais a votação está a decorrer sem filas.

13h45 - Marcelo Rebelo de Sousa. “Encarei esta eleição sem nervosismo”

O Presidente da República votou em Celorico de Basto, o mesmo local desde 1997.

"Sei que está a correr muito bem por todo o país, com distanciamento, respeito pelas regras sanitárias, paciência das pessoas nas filas”, disse o atual chefe de Estado e recandidato à presidência.

“Tem havido respeito por todas as regras”, sublinhou. "As pessoas podem escolher várias horas até ao encerramento das urnas e vir votar sem problema ou preocupação, que podia resultar do fluxo inesperado de há uma semana", acrescentou Marcelo, apelando assim ao exercício do voto.

O Presidente da República diz ter encarado esta eleição “sem nervosismo, era o que havia de ser. Os portugueses escolhem". "Com a minha idade, depois de muitas eleições ganhas e perdidas, a pessoa habitua-se a tudo e está preparada para tudo. Tenho sempre preparado um discurso para a derrota, para a segunda volta e para a vitória", explicou.

Questionado sobre se compreende a escolha de muitos portugueses de não irem às urnas nestas eleições, Marcelo diz respeitar “todas as posições: os que não vão votar por medo da pandemia, porque não querem ou têm outras dificuldades, várias, de circulação. Respeito todos”. No entanto, apela “a que aqueles que possam votar, venham votar, ultrapassem os receios e os medos".

"Isto é um triunfo da democracia, ser possível votar apesar destas circunstâncias, nem a pandemia mais grave num momento muito grave conseguiu travar a democracia", conclui Marcelo Rebelo de Sousa.

13h12 - Afluência às urnas até ao meio dia foi de 17,07%, acima das eleições de 2016

A afluência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 12h00 de hoje, nos 17,07 por cento, segundo dados da Universidade Católica para a RTP.

Ricardo Ferreira Reis, diretor do centro de sondagens da Universidade Católica, afirma que são números “surpreendentes”.

“São dados que estão acima do que aconteceu há cinco anos atrás e que aconteceu há dez anos atrás, na última reeleição presidencial”, afirmou.

Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2016, e à mesma hora, a afluência às urnas foi de 15,82 por cento. A taxa de abstenção atingiu os 51,3 por cento.

Entre os fatores favoráveis que explicam a afluência estará o facto de "não estar a chover na maior parte do território" durante a manhã.

Também o "fator medo" da pandemia poderá ter levado os eleitores a "tentar evitar filas" além da ausência de chuva.

13h08 - Marcelo tambem já votou

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já exerceu o seu direito de voto, pouco tempo depois do primeiro-ministro António Costa.


13h05 - António Costa. Comparações com a abstenção desta eleição “não fazem qualquer sentido”

O primeiro-ministro também já votou e apelou ao voto a todos os portugueses, garantindo que “foram criadas as condições que nos permitem exercer o nosso direito e dever cívico de votar numa forma segura”.

António Costa esperou cerca de 30 minutos para votar e reconhece que “para mantermos as normas de segurança e de distanciamento levamos mais tempo a votar”, mas relembra que “não é todos os dias que elegemos o Presidente da República”.

Sobre a abstenção, o primeiro-ministro considera que “estas eleições não vão ser comparáveis com nenhuma das outras”. Em primeiro lugar pela situação da pandemia, com o primeiro-ministro a relembrar que muitas pessoas ficaram em confinamento depois do limite do prazo para poderem votar antecipadamente. “Há pessoas que não vêm votar por receio e depois há outra razão suplementar. Como foi alterado o universo de eleitores no estrangeiro, só isso faria sempre aumentar a chamada abstenção técnica”, justifica o primeiro-ministro.

António Costa considera, por isso, que “comparações com a abstenção desta eleição com qualquer outra eleição não fazem qualquer sentido”, explicando que “quem quer que venha a ser eleito, em nada terá a sua legitimidade minimamente diminuída pela participação”.

12h51 - André Ventura. “Votar nunca foi tão importante como é hoje”

André Ventura já exerceu o seu direito de voto em Lisboa, no Parque das Nações, e apelou ao voto. “Votar nunca foi tão importante como é hoje porque o nosso futuro está em causa. Quando o nosso futuro está em causa, a arma que temos de usar é voto, independentemente de em quem, em que projeto. O importante é votar”, sublinhou o candidato presidencial apoiado pelo Chega.

“A melhor forma de respondermos a uma pandemia ou a uma crise é mostrarmos que queremos escolher o futuro de Portugal e participar”, acrescentou Ventura.

O candidato sublinhou que “é seguro vir votar. É importante que venham”.

Do ponto de vista da organização, Ventura sublinha que no local onde esteve presente “correu muito bem e foi rápido”, mas reconhece que “em outros pontos do país não foi tão bem sucedido”.

12h42 - Já é possível votar em Morgado após novo protesto contra minas de lítio

Na Junta de freguesia do Morgado, concelho de Montalegre, a jornada eleitoral esbarrou em portas fechadas a cadeado e barradas com contentores de lixo e pedras.

Uma forma de protesto, pela terceira eleição consecutiva, pela falta de resposta à contestação local contra a exploração de lítio na região.

A assembleia de voto abriu entretanto as portas a quem quis votar, após intervenção da GNR.

12h24 - PAN disponível para incluir na Constituição adiamento das eleições

O porta-voz do PAN defendeu hoje, em Lisboa, que, apesar de não ter existido consenso quanto ao adiamento das Presidenciais, é importante que esse debate exista e, caso esse mecanismo estivesse previsto na Constituição, o partido apoiaria.

"Não houve consenso para que o adiamento se processasse, quer da parte dos candidatos, quer da parte dos partidos. De qualquer forma, como mecanismo previsto na Constituição é importante que o debate se faça e, existindo essa norma, nós apoiamos", afirmou André Silva, que falava aos jornalistas depois de votar na Escola Secundária António Damásio, nos Olivais, em Lisboa.

O deputado notou que, pelo menos, neste local de voto, as condições de segurança estão a ser cumpridas, com "filas significativas", mas com tempos de espera reduzidos.

"Não há qualquer situação diferente ou pior do que vemos quando vamos às compras", sublinhou.

12h18 - Rui Rio. “Não há perigo nenhum” em votar

O presidente do PSD já votou na escola do Bom Sucesso, no Porto. “Está excecionalmente bem organizado. Não há perigo nenhum”, descreveu Rui Rio, apelando ao voto.

Rui Rio espera que o cenário de organização seja semelhante em todo o país, na esperança de que as filas e reclamações observadas no domingo passado, durante o voto antecipado, tenha servido de exemplo e de alerta para o Governo.

“Da forma como estamos a votar, não é por haver eleições hoje que o vírus se vai multiplicar”, garante o presidente do PSD.

12h06 - Vitorino Silva otimista face à abstenção

Vitorino Silva já votou na freguesia de Rans, em Penafiel. “Felizmente aqui não há fila porque não há muita gente”, disse o candidato às presidenciais.

Vitorino mostra-se otimista em relação à abstenção, adiantando que “a esta hora já votou mais gente do que em eleições anteriores. Eu tenho a certeza que as pessoas vão votar e de forma maciça”.

“Tenho a certeza que os jovens vão ajudar a combater a abstenção, que é o principal adversário de todos os candidatos”, acrescentou.

11h57 - João Ferreira. “Esta eleição vai pesar na forma como vamos ultrapassar este momento difícil”

O candidato do PCP, João Ferreira, fala em “segurança e tranquilidade” no momento do voto, afirmando que esteve cerca de 30 minutos na fila. “Isso não é nada quando podemos decidir sobre o que se vai passar nos próximos cinco anos”, disse o candidato comunista.

“Na generalidade das mesas a votação até está a correr mais rapidamente, com uma grande tranquilidade e com um sentimento de segurança”, afirmou.

O candidato do PCP sublinhou que estas eleições são de grande importância “pelo momento em que estamos, um momento complexo, difícil e exigente. Esta eleição vai pesar na forma como vamos ultrapassar este momento difícil e no que será o curso das nossas vidas nos próximos cinco anos”.

11h45 - Tiago Mayan diz que filas “são um sinal de que os portugueses estão a aderir a esta eleição”

O candidato apoiado pelo Iniciativa Liberal mostrou-se confiante na afluência às urnas, considerando que as filas “são um sinal de que os portugueses estão a aderir a esta eleição

Tiago Mayan Gonçalves votou no Porto, na Universidade Católica. Afirma que esteve pouco mais de 30 minutos na fila. “Não se assustem, as coisas estão a funcionar bem”, disse o candidato aos portugueses, apelando a que “não tenham medo” e votem.

“Votar é seguro”, garantiu Tiago Mayan. “Apesar das filas, tudo é fluido”, acrescentou.

“A perceção que eu tive é que de facto está a haver adesão”, disse Tiago Mayan.

11h33 - Alvalade. Alguma desorganização mas sentido de segurança de forma geral

Em Alvalade, onde sete mil pessoas estão inscritas, os eleitores queixam-se de alguma desorganização, mas há um sentimento geral de segurança. Há um cumprimento geral das medidas.


11h20 - Mesa de Morgade, Montalegre, bloqueada com cadeados e contentores

A mesa de voto da Junta de Freguesia de Morgade, em Montalegre, estava hoje de manhã com portas encerradas a cadeado e bloqueadas por contentores de ecoponto, disseram à Lusa fontes da Junta local e da GNR.

Segundo o presidente da Junta, José Nogueira, a população estará novamente a protestar contra exploração de uma mina de lítio a céu aberto nesta freguesia de Montalegre, no distrito de Vila Real, à semelhança do sucedido nas eleições legislativas e europeias de 2019.

"Houve efetivamente bloqueio, com contentores de ecoponto na entrada e pedras que tiveram de ser removidos, e agora mantém-se o bloqueio no sentido de não haver ninguém a votar", sublinhou.

Para José Nogueira, esta é "mais uma forma de protesto que as pessoas têm e um direito que lhes assiste para ver se efetivamente são ouvidas".

Fonte da GNR de Vila Real adiantou à Lusa que as duas portas de entrada para o edifício onde está instalada a mesa de voto naquela localidade sofreram uma tentativa de bloqueio, inclusive com cadeados.

Segundo a mesma fonte, "não se registaram incidentes e foi cumprido o horário inicialmente previsto para a abertura".

11h10 - “Vi muita afluência e muita organização”. Marisa Matias garante que votar é seguro

A candidata Marisa Matias já exerceu o seu direito de voto no pavilhão Mário Mexia, em Coimbra. A candidata às presidenciais apoiada pelo Bloco de Esquerda afirma que durante os 40 minutos em que esteve na fila para o voto viu “muita afluência e muita organização”.

Marisa Matias apelou a todos os portugueses para que se dirijam às urnas. “Votar é seguro”, garantiu uma das sete candidatas às presidenciais.

10h47 - Faro. Ligeira confusão nos percursos para chegar às mesas de voto

Em Faro, houve algumas confusões iniciais nos percursos para chegar às suas mesas de voto.

A afluência tem estado a ser a normal para o ato eleitoral, constatou o repórter da RTP, Duarte Baltazar.

10h34 - Jerónimo de Sousa diz que “não há incompatibilidade” entre exercício do voto e pandemia

O secretário-geral do PCP já votou em Santa Iria da Azoia, em Loures. Jerónimo de Sousa reconhece que é “natural” que exista um “sentimento de insegurança” devido à pandemia que leve a não participar no ato eleitoral, mas garante que “vale a pena vir votar”, argumentando que todas as medidas de segurança e sanitárias estão a ser cumpridas.

Questionado sobre se não é contraditório apelar ao voto numa altura em que o país está em confinamento, o secretário-geral do PCP afirma que “não há incompatibilidade no exercício de um direito fundamental”.

“A melhor forma de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição é permitir que os portugueses votem”, conclui Jerónimo de Sousa.

10h10 - Francisco Rodrigues dos Santos deixa apelo ao voto em segurança

O líder do CDS-PP foi a primeira figura política de relevo a votar este domingo. Francisco Rodrigues dos Santos votou pouco antes das 10h00 na Escola Secundária do Lumiar em Lisboa e deixou um apelo ao voto.

"Estas eleições presidenciais são um ato crucial na vida do nosso país e para o nosso futuro colectivo", afirmou, lembrando que o país vive já uma situação de instabilidade devido à pandemia de Covid-19.

O centrista revelou que viu maior afluência do que o habitual na sua área de votação.

10h05 - Coimbra. Esforços multiplicam-se para agilizar votação em segurança

Em Coimbra as eleições decorrem sem problemas desde as primeiras horas.

Devido à extensão das filas provocada pelo respeito pelo distanciamento social, os responsáveis da Junta de freguesia de Santa Maria dos Olivais procuram que as pessoas com mobilidade reduzida ou outras dificuldades possam votar o mais depressa possível.

10h00 - Lisboa. Pandemia obriga a esforços especiais para votação em segurança

Percursos diferentes e bem sinalizados, higienização e proteção especial dos membros das mesas de votação.

A junta de freguesia de Alvalade diz que fez tudo para proporcionar conforto e segurança aos eleitores.

9h55 - Voto com distância social no Porto

Na Escola do Bom Sucesso, no Porto, formou-se fila ainda antes da abertura das assembleias eleitorais. Uma tentativa de evitar filas e votar em maior segurança.


9h50 - Primeiro-ministro apela ao voto e ao respeito pelas medidas de segurança

Numa mensagem publicada no Twitter e dirigida a todos os portugueses, António Costa apelou esta manhã ao voto.


O primeiro-ministro apelou ainda ao respeito pelas regras sanitárias de segurança quando forem votar, relembrando que existem quatro medidas essenciais para o voto em segurança: “utilizar máscara; manter a distância de segurança; desinfetar as mãos; utilizar caneta própria”.

9h45 - Dia de ida às urnas

Debaixo de nova fase de confinamento e em contexto de agravamento da pandemia da Covid-19, culmina este domingo o processo das eleições presidenciais. Esta é a 10ª vez em democracia, desde 1976, que os eleitores portugueses são convocados a escolher o Presidente da República.

A campanha eleitoral terminou na sexta-feira.

Concorrem a estas eleições sete candidatos: Marisa Matias, apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marcelo Rebelo de Sousa, candidato à reeleição apoiado por PSD e CDS-PP, Tiago Mayan, com o apoio da Iniciativa Liberal, André Ventura, rosto do Chega, o ex-militante do PS e líder do RIR Vitorino Silva, também conhecido como Tino de Rans, João Ferreira, apoiado por PCP e PEV, e Ana Gomes, militante socialista que conta com o apoio de PAN e Livre.
Voto antecipado
Cerca de 80 por cento dos eleitores inscritos para o voto antecipado votaram no passado domingo, de acordo com os dados finais dos 308 municípios divulgados pelo Ministério da Administração Interna.Quem se inscreveu para o voto antecipado e não o concretizou pode fazê-lo hoje.


De um total de 246.880 inscritos, votaram 197.903, ou seja, cerca de 80,15 por cento.

O objetivo do voto antecipado, este ano, passou por evitar grandes concentrações de pessoas, face à pandemia. O dia de votação antecipada foi, no entanto, marcado por longas filas, particularmente nos grandes centros urbanos.
O que deu azo a críticas de partidos da oposição.