Salário mínimo continua a dividir patrões e sindicatos

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Salário mínimo continua a dividir patrões e sindicatos

Foto: Nuno Patrício - RTP

Frente a frente na Antena 1, António Saraiva e Arménio Carlos defenderam um acordo de concertação social que vá além de 2020.

Os representantes da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) pretendem um acordo que ultrapasse a legislatura de 2020, como também defende o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Arménio Carlos, da CGTP, pretende rever e revogar o acordo que está em vigor desde 2012 - do Governo de Pedro Passos Coelho -, mas António Saraiva, da CIP, considera essencial que o acordo seja revisto em sede de concertação, onde atualmente não tem assento a central sindical.Arménio Carlos defende os 600 euros já em 2017 e até reconhece que o líder da CIP se aproximou da CGTP.


António Saraiva garante que não haverá acordo de concertação social se o Governo insistir nos 557 euros de aumento do salário mínimo.

Ainda sobre o valor do salário mínimo o secretário-geral da Intersindical diz que, se o Governo insistir nos 557 euros, "logo se vê" o que acontece.

Durante o debate António Saraiva voltou-se para Arménio Carlos e confessou-lhe que teve salários em atraso durante quatro anos, situação pela qual Arménio Carlos foi obrigado a confessar que nunca passou.

Este debate teve como pretexto próximo o estudo do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra sobre a Concertação Social de 2009 a 2015, que conclui que houve instrumentalização da concertação por parte de dois governos: ambos aproveitaram este fórum para fazer passar os respetivos projetos.

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