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Costa quer fazer de Portugal "a maior casa de alterne da Europa", ataca Ventura
Num momento caricato de comparação de quadros contraditórios de dados favoráveis e desfavoráveis entre André Ventura e o deputado socialista Eurico Brilhante Dias, o líder do Chega explica que considera o “seu gráfico” “importante”, porque “diz quanto é que ganham as pessoas que trabalham, que pagam estes subsídios todos que vocês andam para aí a distribuir”, explica com gesto de quem distribui milho aos pombos e dirigindo-se aos que estão “em casa” a ouvir o debate.
O salário referido no gráfico “é o décimo mais baixo da União Europeia”, afirma Ventura. “Sabe quem está à nossa frente? Estónia, Lituânia, Chipre e Malta”, lê.
“Batam lá palmas, agora já não batem palmas?” questiona de novo a bancada socialista que permanece em silêncio.
“Batam lá palmas, agora já não batem palmas?” questiona de novo a bancada socialista que permanece em silêncio.
“Quando chega ao fim do mês a malta não tem dinheiro para pagar a gasolina, não tem dinheiro para pagar casa, não tem dinheiro para pagar alimentos, essa é que é a verdade. Esse é o verdadeiro Estado da Nação”, refere. “Este é o estado da sua nação, o estado onde nos trouxe, é sermos o décimo país que pior paga da União Europeia”, acusa dirigindo-se a António Costa.
“Não queria terminar sem me referir àquilo que ali disse, um país aberto e sem fronteiras, um país europeu na lógica do que de melhor a Europa tem feito”, para se debruçar sobre um tema que é caro aos apoiantes do Chega, a imigração e referir o desmantelamento recente em Portugal de uma rede de tráfico humano, “que se aproveitou do registo automático, que é uma burla, é um engano, é transformar isto numa bandalheira, em que qualquer pessoa entra e se regista e depois anda pela Europa a dizer que tem um pré-contrato de trabalho”.
André Ventura, acusa ainda os ministros da Administração Interna e da Justiça de tentar passar as culpas neste caso.
“Somos o único país da Europa que tem esta plataforma ridícula em que qualquer pessoa aqui entra, vinda do Paquistão, vinda do Bangladesh, vinda de qualquer sítio (…) e vai daqui para qualquer parte do mundo”, refere.