Iniciativa Liberal: "O garante da estabilidade não consegue por ordem na sua própria casa"

Iniciativa Liberal: "O garante da estabilidade não consegue por ordem na sua própria casa"

RTP /

Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal, considera que o primeiro-ministro se arrogou "presidente do sindicato dos portugueses". E nesse âmbito, recordou o exemplo de "Maria", que obteve um aumento salarial que em pouco se traduz dado o aumento de custo de vida e os impostos.

Destaca que António Costa, enquanto "presidente do sindicato dos portugueses", fica ""com mais dinheiro no bolso" que os trabalhadores, dado o aumento da receita fiscal do Estado nos últimos anos.

O resultado do trabalho "fica no seu bolso, é por isso que não chega ao bolso dos portugueses", afirmou o líder partidário, dirigindo-se a António Costa.

Rui Rocha lembrou também que a idade média com que os jovens saem da casa dos pais é de "quase 34 anos", já na meia-idade, e que o prémio salarial para os licenciados passou a ser "salário mínimo para todos". Lembrou ainda que, ao longo dos últimos anos, há mais portugueses sem médico de família.

O líder da IL criticou ainda a postura de Costa que se apresenta como "garante da estabilidade", ainda que vão surgindo, semana a semana, novos casos e envolver o Governo: "O garante da estabilidade não consegue por ordem sequer na sua própria casa. Treze governantes em pouco mais de ano e meio, já saíram do governo. Dá praticamente um governante por cada mês de mandato".

Diz que estes são "casos e cravinhos" que mostram que o primeiro-ministro "falhou como garante da estabilidade", referindo-se ao caso que envolve o Ministério da Defesa na altura em que o ministro da pasta era João Gomes Cravinho.

Arrogou-se também como "campeão da transparência e no combate à corrupção", campos em que o Governo "continua a falhar".

Garante, no entanto, que a Iniciativa Liberal promete apresentar-se como "alternativa séria" com "medidas sérias no domínio da fiscalidade", isto para que "não aconteça aquilo que tem acontecido, que é arrasar a classe média com impostos e tributação excessiva".

"Enquanto cá continuar, peço que deixe os portugueses trabalhar, que levem para casa a justa compensação pelo seu esforço e pelo seu trabalho", afirmou ainda.

Por fim, deixou ainda um desafio ao primeiro-ministro: "No próximo dia 1 (...) se estiver disponível para isso, diga-me qual destes centros de saúde quer visitar comigo às 4h30 da manhã, para encontrar quem lá está. Odivelas, Cacém ou Algueirão-Mem Martins, e eu lá estarei consigo para lhe mostrar as pessoas que estão na fila para terem uma consulta". 
PUB