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Livre pede regresso das reuniões "com a oposição democrática"
Rui Tavares, deputado único do Partido Livre, caracteriza o debate sobre o Estado da Nação como “um ritual coreografado em que o Governo vai dizer que já está a fazer tudo e que a oposição só critica, falha nas previsões todas e não tem nada a propor ao país”.
Tavares gostaria que “a política fosse mais do que isso” e “não sei se será populista ou não desejar mais do que isto para o nosso país”.
“O senhor primeiro-ministro que tem jeito para diagnosticar populismo me dirá no fim”.
O deputado do Livre faz então reparar que, “quem olha para o concreto da vida quotidiana, sabe que por estes dias se podem estar a preparar as pessoas para se candidatar a trocar as janelas nas suas casas, a instalar painéis solares, a instalar bombas de calor, que o estão a fazer porque há 100 milhões para o fazer, e que estão lá porque no programa 3C do Livre, Casa Conforto e Clima, o pusemos no Orçamento de 22 e de 23”.
“É pouco”, reconhece, desafiando António Costa a levar mais longe as medidas acima adotadas e outras de compromisso entre os socialistas e o Livre.
“Eu não consigo conceber que o subsídio de desemprego para as vítimas de violência doméstica, provavelmente o primeiro compromisso entre nós, não esteja já no terreno”, refere, “quando sabemos que isso pode ser a diferença, não exageramos, entre a vida e a morte”, devido à independência financeira assim alcançada.
Rui Tavares pergunta a António Costa se pretende de novo reunir com a “oposição democrática”, ironizando com a ausência de Ventura desses encontros, “por ficar em casa a treinar os gestos para ficarem mesmo iguais aos do Presidente Trump”. “Está igualzinho, o Trump lusitano, um ‘traulitano’, acho que é assim que se chama”.