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No encerramento do debate José Luís Carneiro sublinha o regresso da "confiança"
O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, sobre à tribuna para encerrar o debate do Estado da Nação.
“Os portugueses deram-nos um mandato reforçado”, começa por lembrar. O mandato para “fazer de Portugal um dos países mais competitivos e inclusivos da Europa”, referindo várias áreas, como “a nova economia digital, o clima e a Energia”, onde o progresso “dará um futuro mais promissor à geração mais bem qualificada de sempre”.
“Temos um caminho para lá chegar, uma liderança determinada e respeitada no plano nacional e internacional, e a vontade firme de uma maioria”, afirmou o ministro responsável pela Administração Interna.
“Na verdade, uma clara maioria dos portugueses prefere a estabilidade ao aventureirismo, o reformismo ao imobilismo, a ponderação à demagogia e ao extremismo”, sublinhou ainda José Luis Carneiro, apontando a “sagacidade do povo português que, tendo vivido momentos muito difíceis, sabe em quem pode confiar”, e provocando aplausos da bancada socialista.
“Restaurara a confiança depois de uma austeridade descontrolada foi um caminho lento e difícil”, referiu o MAI, particularmente na recuperação de salários e de rendimentos, dos serviços públicos, “para ganhar a confiança do serviço financeiro” e “reforçar a confiança na democracia”, assumindo que “estas são as preocupações constantes deste Governo”.
Neste cenário, o ministro vê que “muitos dos que partiram, infelizmente forçados a fazê-lo, voltaram a confiar e têm vindo a regressar” e sublinha a “confiança de muitos dos que nos procuram e que contribuem para a nossa sociedade e para a nossa Ecnomia” os quais, refere, “contribuíram com um saldo líquido de mil e quinhentos mil milhões de euros para a Segurança Social”, em 2022.
O Ministro da Administração Interna refere os números dos imigrantes que procuraram Portugal para se fixar, aproveitando para destacar a “fonte de riqueza, diversidade e abertura de Portugal” que trouxeram.
José Luis Carneiro lembra um Governo que, durante a pandemia de Covid 19, “em nenhum momento cedeu à demagogia e ao populismo”. “Ninguém ficou para trás”, afirma. “É o que está no mais fundo dos nossos valores”.
“Os portugueses escolheram quem deu prova perante as crises e a complexidade e as provas continuam a ser dadas”, sustenta, lembrando o recorde do crescimento percentual do PIB em 35 anos alcançado em 2022 e o quarto maior crescimento do rendimento disponível das famílias entre os países da OCDE.
O ministro da Administração Interna refere igualmente a forma como Portugal esteve “à altura das suas responsabilidades” perante o eclodir da guerra na Ucrânia, acolhendo refugiados, incluindo “mais de 14 mil menores”. “Temos orgulho”, afirma muito aplaudido.
“A confiança no nosso país tem permitido que, entre 2015 e 2022, o crescimento do PIB tenha sido 10 vezes superior aos anteriores 15 anos e que as exportações tenham alcançado mais de 50 por cento do PIB, hoje com 33 por cento de bens e com 18 por cento de serviços” refere ainda o governante socialista ressaltando os níveis históricos registados por exemplo nos setores da metalomecânica e das peças para automóvel.
“Com a inserção de Portugal na dimensão estratégica integrada das redes transeuropeias de telecomunicações, de energia e de transportes, Portugal assumirá uma vocação geoeconómica mundial na exportação de bens, de energia e de dados”, antecipa o ministro.
Também de realçar que “o investimento direto estrangeiro é, em 2023, superior a 46 mil milhões de euros em relação a 2015”, para ressalvar a “prova de confiança no nosso país”.
“Somos garantia de segurança à famílias e de previsibilidade às empresas” garante José Luís Carneiro e “temos de continuar a ser o fiel depositário da confiança dos jovens no futuro”, acrescenta, através da redução do défice e da dívida pública, objetivos que “não são uma obstinação do Governo”, mas “um legado de sustentabilidade”.
O ministro sublinha outros indicadores otimistas, como o aumento dos salários e o número de trabalhadores por conta de outrem, sem deixar de reconhecer a necessidade de adaptação e reforma do SNS e mencionando os esforços feitos para “reforçar” a escola e o sistema educativo desde os primeiros anos e passando pela vinculação de professores.
“Nu contexto de guerra na Eropa, assumimos em plenitude as nossas responsabilidades na defesa da Paz, da segurança e dos Direitos Humanos, a defesa, a segurança e a justiça cooperam para proteger a soberania, os direitos, as liberdades e garantias dos cidadãos”, afirma ainda aos presentes na Assembleia, tendo por isso “assumido novas leis de programação militar e de investimento nas infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança”. “Mais de seis mil milhões de euros de investimento para os próximos anos”.