PCP. Para a generalidade dos portugueses "a vida está mesmo pior, mas para alguns isto nunca esteve tão bom"

PCP. Para a generalidade dos portugueses "a vida está mesmo pior, mas para alguns isto nunca esteve tão bom"

RTP /

É a vez de Paula Santos, do PCP, diz que há "uma realidade que o Governo, por mais que tente, não consegue esconder".

Desmente que os portugueses e que o país estejam "melhor". "A verdade de todos os dias, quando os portugueses chegam a casa do trabalho, é que estão a fazer contas ao salário e à pensão para ver como conseguem esticar até ao fim do mês", vincou a deputada comunista. Isto enquanto o Governo "insiste em medidas assistêncialistas".

Para a generalidade dos portugueses "a vida está mesmo pior, mas para alguns isto nunca esteve tão bom". A líder parlamentar criticou a "acumulação de lucros colossais à custa do sacrifício dos salários e das pensões".

Para o PCP, o país "encontra-se num estado de intoleráveis contrastes", com vários portugueses a não conseguirem fazer face às dificuldades ou sequer "planos de futuro", e a "propaganda das contas certas". "Para recuperar o poder de compra dos trabalhadores e dos reformados, para investir nos serviços públicos, nunca há dinheiro. Mas nunca falta para novos benefícios e privilégios fiscais que libertam o capital de pagar os impostos devidos. Ou para desviar milhares de euros de fundos comunitários e recursos públicos para os grupos económicos", resume.

O PCP assinala ainda que há "três milhões de trabalhadores que recebem menos de 1.000 euros por mês", enquanto cerca de 75 por cento dos reformados "recebe uma pensão inferior ao salário mínimo nacional".

Entre várias críticas, destaque para as observações sobre as privatizações. Paula Santos lembra os efeitos das privatizações dos CTT e da PT-Altice. "Agora quer fazer o mesmo à TAP e à Efacec?", questiona.

Acusa a direita de alinhar com o Governo nas privatizações e parcerias público privadas: "Alinham todos, porque o seu compromisso não é com o povo nem com o país, é com o favorecimento dos grupos privados. E tudo farão para alimentar os seus lucros, mesmo que isso signifique comprometer o futuro e o desenvolvimento do país".
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