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Portugueses "não vivem no mundo cor-de-rosa socialista" diz Inês Sousa Real
Inês Sousa Real, deputada única do PAN, explica a António Costa que, “ao contrário do que já foi aqui dito hoje, os portugueses não vivem no mundo cor-de-rosa do Partido Socialista”.
Já quanto ao SNS, Inês Sousa real considera que, “os 18 mil milhões de euros perdidos todos os anos para a corrupção fazem muita falta”, incluindo na “prevenção da Saúde mental e oncológica e no acesso das mulheres grávidas aos partos”.
O aumento do custo de vida “não pode ser ignorado” quando “o Governo arrecadou mais de quatro mil milhões de euros por conta da inflação”, “o que poderia ter sido evitado”, critica, ao lembrar a proposta do seu partido para atualizar os escalões do IRS à taxa de inflação.
A deputada do partido Pessoas Animais Natureza lamenta as dificuldades dos portugueses face a despesas correntes com a alimentação e outras mas também a taxação a 23 por cento, “como bens de luxo” da alimentação e cuidados veterinários dos animais de companhia, cuja descida é uma das bandeiras do PAN.
“No mundo da desigualdade” do “país real”, as mulheres “continuam a ser as mais afetadas”, sustenta Inês Sousa Real, referindo a “oportunidade perdida dos socialistas de impor quotas de género no tribunal Constitucional”, pergunta a António Costa “se na sua consciência individual” concorda com a decisão e a “acha bem”.
Inês Sousa Real afirma que foram movidos “mundos e fundos” para o alojamento dos participantes da Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar em Lisboa na primeira semana de agosto, para lamentar que a mesma preocupação não abranja os estudantes e jovens “que demoram em média 33 anos até saírem de casa dos pais” e as famílias vulneráveis.
“Assistimos a verdadeiros atentados aos direitos humanos de pessoas em situação de sem abrigo, que estão a ser varridos para debaixo do tapete das nossas cidades”, acusa a líder do PAN.
Quanto às alterações climáticas, Inês Sousa Real pergunta “onde está o investimento na verdadeira reforma florestal” já que o executivo não investe em sapadores florestais nem em vigilantes da natureza.
“Vemos milhões a voar pela janela da TAP ao invés de se investir na ferrovia” refere ainda a deputada. “Não vimos o que tem de ser uma mudança estrutural no que tem de ser o tratamento das florestas, dos oceanos e dos ecossistemas”.