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"SNS não vacila e nunca desiste", garante ministro da Saúde. Oposição critica
A Manuel Pizarro coube uma longa intervenção para defender o que o Governo diz ser a aposta na Saúde, exaltando o que chama de uma reforma profunda na gestão do Serviço Nacional de Saúde e na "maior e mais profunda transformação orgânica em quatro décadas" de existência.
O ministro garantiu que o SNS “é o porto seguro de todos os portugueses”, tendo demonstrado o seu valor na pandemia.
O executivo garante que está a fazer um “esforço assinalável para reforçar o SNS”, dando como exemplo o aumento de 26% no número de profissionais em sete anos, e um crescimento de 56% no orçamento da saúde nesse mesmo período.
Pizarro diz mesmo que 2022 foi o maior ano de sempre, com um assinalável aumento da atividade, ao mesmo tempo que o sistema tenta compensar os cuidados que não foi possível prestar durante a pandemia.
“Negar o que faz o SNS é negar o esforço e dedicação de cada um dos profissionais”, garantindo que, afinal, “ a utopia era possível”. “SNS não vacila e nunca desiste”, garante o ministro, reforçando que o governo está comprometido com o reforço do SNS.
O ministro elencou uma vasta lista de “conquistas” do Governo, no desenvolvimento da rede hospitalar “num programa sem paralelo”, nas equipas de saúde familiar, saúde mental, saúde oral, no acesso aos medicamentos ou até na aquisição de robots cirúrgicos. “É o futuro a acontecer no SNS”, diz.
Refere ainda que está a trabalhar para a fixação de recursos humanos, exaltando o que chama de uma reforma profunda na gestão do Serviço Nacional de Saúde e na “maior e mais profunda transformação orgânica em quatro décadas” de existência. “É o caminho que estamos a seguir”, que faz “diferença na vida das pessoas”.
O ministro foi depois questionado pelos deputados.
O executivo garante que está a fazer um “esforço assinalável para reforçar o SNS”, dando como exemplo o aumento de 26% no número de profissionais em sete anos, e um crescimento de 56% no orçamento da saúde nesse mesmo período.
Pizarro diz mesmo que 2022 foi o maior ano de sempre, com um assinalável aumento da atividade, ao mesmo tempo que o sistema tenta compensar os cuidados que não foi possível prestar durante a pandemia.
“Negar o que faz o SNS é negar o esforço e dedicação de cada um dos profissionais”, garantindo que, afinal, “ a utopia era possível”. “SNS não vacila e nunca desiste”, garante o ministro, reforçando que o governo está comprometido com o reforço do SNS.
O ministro elencou uma vasta lista de “conquistas” do Governo, no desenvolvimento da rede hospitalar “num programa sem paralelo”, nas equipas de saúde familiar, saúde mental, saúde oral, no acesso aos medicamentos ou até na aquisição de robots cirúrgicos. “É o futuro a acontecer no SNS”, diz.
Refere ainda que está a trabalhar para a fixação de recursos humanos, exaltando o que chama de uma reforma profunda na gestão do Serviço Nacional de Saúde e na “maior e mais profunda transformação orgânica em quatro décadas” de existência. “É o caminho que estamos a seguir”, que faz “diferença na vida das pessoas”.
O ministro foi depois questionado pelos deputados.
Rui Cristina, do PSD, falou da falta de médicos de família, listas de espera, falta de médicos, desmotivados, pessoas que não conseguem comprar medicamentos, baixo investimento. “Não é o balanço da sua propaganda cor de rosa. É o balanço da triste realidade”, questionando o que o ministro tem a dizer, por exemplo, a quem tem de esperar anos por uma consulta ou uma cirurgia. “Que desculpas dá agora?”, pedindo na reta final da intervenção especial cuidado na contratação de médicos estrangeiros.
PCP e BE escolheram o problema das maternidades e o envio de grávidas para o privado como tema central.
João Dias, do PCP, pergunta ao ministro se ele não tem noção do estado em que está o acesso aos cuidados de saúde, criticando a passagem para os privados cuidados como os dados às grávidas e questionando se as obras no bloco de partos do Santa Maria não vão atrasar.
“Esta é a luz que os privados querem agarrar”, adverte.
Isabel Pires, do Bloco de Esquerda, veio dizer que a presidente do conselho de administração do hospital Santa Maria mentiu no parlamento e perguntou ao ministro se a ia demitir.
Pedro Frazão, do Chega, questionou Pizarro sobre “quando” é que o Governo ia apresentar resultados, acusando-o de “ou fugir às perguntas ou fugir à verdade”. Diz que Portugal gasta 13 mil milhões de euros no SNS e que por isso mesmo “temos de ser exigentes”, acusando o ministro de encerrar serviços.
PCP e BE escolheram o problema das maternidades e o envio de grávidas para o privado como tema central.
João Dias, do PCP, pergunta ao ministro se ele não tem noção do estado em que está o acesso aos cuidados de saúde, criticando a passagem para os privados cuidados como os dados às grávidas e questionando se as obras no bloco de partos do Santa Maria não vão atrasar.
“Esta é a luz que os privados querem agarrar”, adverte.
Isabel Pires, do Bloco de Esquerda, veio dizer que a presidente do conselho de administração do hospital Santa Maria mentiu no parlamento e perguntou ao ministro se a ia demitir.
Pedro Frazão, do Chega, questionou Pizarro sobre “quando” é que o Governo ia apresentar resultados, acusando-o de “ou fugir às perguntas ou fugir à verdade”. Diz que Portugal gasta 13 mil milhões de euros no SNS e que por isso mesmo “temos de ser exigentes”, acusando o ministro de encerrar serviços.
Em resposta, o ministro da Saúde respondeu hoje ao PSD que a contratação de médicos estrangeiros será feita "nos exatos termos" em que afirmou ter sido feita pelo governo social-democrata em 2012.
De acordo com Manuel Pizarro, a contratação de médicos estrangeiros, que tem suscitado críticas e pedidos de explicações por parte da oposição, será feita "nos mesmos exatos termos" em que, disse, foi feita pelo PSD em 2012, quando Pedro Passos Coelho era primeiro-ministro.
Manuel Pizarro respondia ao deputado social-democrata Rui Cristina, no debate parlamentar sobre o estado da nação.
Também no período de perguntas dos deputados, Manuel Pizarro assegurou que mantém "toda a confiança" na presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria, Ana Paula Martins, depois de confrontado pela deputada do BE Isabel Pires se iria ou não manter a dirigente no cargo.
Isabel Pires acusou a presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Maria de ter "mentido descaradamente" ao ter justificado, no dia anterior, no parlamento, a exoneração do ex-diretor do departamento de Ginecologia e Obstetrícia com maus indicadores assistenciais.
Pizarro disse que não acompanha o tom da deputada sobre Ana Paula Martins, sublinhando "a dedicação" da dirigente ao serviço público.