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Ventura traça cenário de país "muito negro" por oposição ao "país cor-de-rosa" do PS
Na intervenção final do Chega, André Ventura faz o seguinte diagnóstico: "O Governo não tem noção do Estado da Nação". Em contraste com "o país cor-de-rosa" que o Governo quer apresentar, Ventura traça o cenário de um "país muito negro", com os juros sobre a habitação nos níveis mais elevados desde 2008 e com dois milhões de portugueses em risco de pobreza.
Considerou que o programa Mais Habitação constitui "o maior assalto à propriedade privada em muitas décadas em Portugal" e que se traduz numa "destruição e a perseguição dos que toda a vida pouparam" para "agradar à extrema esquerda".
Sublinhando os gastos de mais de 25 mil milhões para salvar a banca, André Ventura é perentório: "Se tivermos de escolher entre banca e quem trabalha para a sustentar, estaremos ao lado de quem trabalha", realça.
Desmente ainda a "mentira de que estamos a convergir com a Europa e as nações mais ricas", assinalando que Portugal "é o sétimo país com o menor PIB per capita da União Europeia", tendo sido ultrapassado "pela Estónia e pela Letónia".
André Ventura acusa o Governo de estar a cobrar "a maior carga fiscal de sempre", o que "deve fazer os portugueses perguntarem-se para que pagamos, afinal, tantos impostos".
"A resposta é sempre a mesma: pagamos tantos impostos porque, para lá de uma máquina absolutamente ineficaz, estamos a pagar a quem não quer fazer absolutamente nada neste país" , argumentou, considerando que "o Estado cobra mais impostos que nunca mas consegue dar menos dinheiro que nunca àqueles que sustentam os seus vícios", resume.
O líder do Chega sublinhou ainda a situação da Justiça, sendo Portugal "o 5º país da UE onde os processos mais se arrastam em tribunal".
"Enquanto estamos aqui há seis horas neste debate, José Sócrates corre na Ericeira e Ricardo Salgado provavelmente joga ténis na sua casa em Cascais
devem rir-se do tempo que aqui estamos a perder", disse.
Na intervenção final ainda teve tempo para antecipar que a "velha e nobre espada da Justiça um dia chegará também ao Governo" e fez questão de lembrar a "pancadaria na sede do Governo e no Ministério das Infraestruturas".
André Ventura pediu aos portugueses para que olhem "olhos nos olhos" do elenco governativo, com "a história que transportam dos últimos meses sobre si".
"O homem de que falámos tantos meses, o homem da pancadaria, ainda está ali sentado", referiu o líder da Chega, referindo-se ao ministro das Infraestruturas, João Galamba e criticando o que classifica como "falta de noção" por parte do Governo.