Resultados provisórios confirmam vitória do PPE com perda de assentos

| Eleições Europeias 2019

Resultados provisórios hoje divulgados pelo Parlamento Europeu confirmam a vitória do Partido Popular Europeu (PPE) nas eleições, com 182 assentos, menos 39 do que em 2014, e a ascensão do ALDE a terceira maior força, com 109 eleitos.

Dados hoje publicados pela assembleia europeia -- que têm por base resultados finais em sete países e provisórios noutros 19, bem como estimativas nacionais da Irlanda e do Reino Unido -- confirmam então o PPE como principal força política, que ainda assim perde 39 eurodeputados em comparação com as eleições de 2014.

Em segundo lugar surgem os socialistas, com a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) a conseguir 147 eleitos, menos 44 do que há cinco anos.

Estas perdas significam que as duas maiores famílias do Parlamento Europeu juntas não chegam à maioria face ao total de 751 eurodeputados.

A ganhar 42 assentos ficou a Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE), que de acordo com os resultados provisórios desta amanhã chega aos 109 eleitos na coligação com o francês Renaissance e o romeno USR PLUS, tornando-se na terceira maior força da assembleia europeia.

Na tarde domingo, foi anunciado que a Renascença (Renaissance En Marche), o nome pelo qual o partido do Presidente francês, Emmanuel Macron, fez campanha nestas eleições europeias iria unir-se ao grupo, que foi rebatizado com ALDE&R.

Também a ganhar nestas eleições, que arrancaram na quinta-feira e terminaram no domingo, ficou o Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia, com 69 eleitos, contra 50 no início da legislatura anterior.

Este resultado foi, inclusive, um dos mais surpreendentes do sufrágio, beneficiado pelas recorrentes manifestações pelo clima e por lutas como a do fim do plástico.

De falhanços foram, contudo, feitos os resultados (ainda provisórios) do Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus (ECR) e do Grupo da Esquerda Unitária (GUE/NGL): enquanto o ECR conseguiu 59 lugares, contra 70 que tinha em 2014, o GUE/NGL passou de 52 eleitos na anterior legislatura para 38 nesta.

Aquém ficaram também os resultados do Grupo Europa das Nações e da Liberdade (ENL), que agregam a Liga Norte, de Matteo Salvini, e a União Nacional, de Marine Le Pen, elegendo 58 eurodeputados.

Ainda assim, esta tornou-se, de acordo com estes resultados provisórios, na sexta maior força na assembleia europeia, seguida pelo Grupo Europa da Liberdade e da Democracia Direta (EFDD), que tem Nigel Farage como principal figura e que cresceu de 48 para 54 lugares nesta legislatura.

Na projeção de lugares para o Parlamento Europeu hoje divulgada cabem ainda 29 eurodeputados recém-eleitos não filiados em qualquer dos grupos políticos do Parlamento cessante e outros seis não inscritos.

A projeção do PE é baseada na estrutura do Parlamento atual, sem prejuízo dos grupos políticos que possam formar-se na próxima legislatura.

Desde 2009, em conformidade com o Regimento do Parlamento Europeu, um grupo político é composto por um mínimo de 25 deputados eleitos em, pelo menos, sete Estados-membros.

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Aliança Democratas, Aliança Livre, Conservadores Reformistas, ECR, Le Pen, Popular, Renascença Renaissance En,

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