Estados europeus precisam encontrar posições comuns diz Marcelo

por RTP

"O que devemos fazer para resolver esta questão" do populismo, perguntou Marcelo Rebelo de Sousa, frisando que, como Presidente, fala também como pedagogo.

Na análise dos factores que contribuem para o desenvolvimento dos actuais populismos, como as sucessivas crises económicas e a sua amplitude "cada vez mais vasta" que têm "consequências terríveis para a maior parte da população".

"Pensando na Europa" há ainda razões que têm que ver com a Europa que explicam tantos populaismos. "A Europa ficou parada a meio da ponte" da integração, afirma Marcelo, e "começou a haver leituras muito diferentes dentro da Europa". O que resultou na Europa do Sul e na Europa do Norte e na Europa do Leste e na Europa ocidental.

"Vêem o relacionamento com os vizinhos, a questão da segurança, vêm a luta contra o terrorismo, vêm as migrações, vêm os refugiados, vêm a evolução económico-financeira, de maneiras completamente diferentes", explicou Marcelo.

"E, ou fazem um esforço para terem posições comuns... mas não basta, é preciso que sejam posições comuns que correspondam à resolução de problemas concretas, da vida concreta de pessoas de carne e osso", referiu o Presidente português como solução para o problema colocado pelos populismos á Europa.

Quanto aos Estados Unidos, precisarão sempre da Europa.