Francisco Neto quer ganhar consistência e aumentar competitividade portuguesa na Algarve Cup

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O selecionador português de futebol feminino disse esta segunda-feira que a Algarve Cup será um importante teste para ganhar consistência e aumentar a competitividade de Portugal, desvalorizando, por outro lado, a falta de ritmo da regressada capitã Cláudia Neto.

"Os objetivos são sempre os mesmos: entrar em todos os jogos e ser competitivos, disputar resultado, sabendo sempre que a densidade competitiva é muito grande. Só um Portugal ao mais alto nível conseguirá competir com estas equipas", começou por dizer Francisco Neto.

Em entrevista à agência Lusa, o selecionador explicou que a 25.ª edição da prova servirá fundamentalmente para preparar o encontro diante da Bélgica, de qualificação para o Mundial2019, em França.

"As expectativas são para o crescimento da equipa, para aquilo que será um jogo muito importante contra a Bélgica. Por norma, a nossa visão na Algarve Cup é a do crescimento da equipa em reagrupar o pensamento comum no nosso modelo de jogo. Vamos tentar que as jogadoras fiquem mais sólidas dentro desses processos", declarou.

Ainda assim, e sem querer fugir às ideias de jogo que levaram Portugal ao "sucesso", depois de atingir pela primeira vez uma fase final de um Europeu, Francisco Neto sublinhou que as "abordagens aos desafios na Algarve Cup poderão variar em função do adversário".

Inserido no Grupo A, Portugal irá medir forças com as seleções da Noruega, 14.ª equipa mundial e quatro vezes vencedora da prova, da Austrália, quarta no ‘ranking' FIFA, e ainda da China, 16.ª da hierarquia e campeã em 1999 e 2002, adversários teoricamente mais fortes, segundo o selecionador.

"A Austrália é uma das grandes potências do futebol feminino mundial. Nos jogos que têm feito têm tido resultados convincentes, são poderosas e dominam os jogos com muita intensidade. A China procura ter mais bola, mais posse e pode encaixar-se com a nossa forma de jogar quando o jogo é mais direto, mas são evoluídas tecnicamente e jogam bem o jogo posicional. A Noruega é um jogo muito físico e com ótimas executantes", detalhou.

Por fim, Francisco Neto abordou o regresso da capitã Cláudia Neto, depois de um longo período lesionada, desvalorizando os poucos minutos de competição que soma no Wolfsburgo.

"A Cláudia é uma jogadora importante, não temos contando com ela e faz-nos sempre falta, mas a equipa tem dado uma resposta positiva. Está num contexto competitivo de grande relevância e mesmo o treino é bastante competitivo. Falamos de um plantel que tem as melhores jogadoras do mundo. Achamos que virá nas melhores condições", concluiu.

A formação lusa estreia-se frente à China, na quarta-feira, no Estádio Municipal de Lagos, antes de defrontar a Austrália no Estádio do Algarve, na sexta-feira, e a Noruega, no dia 5.

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