Catarina Martins: cativações são tópico de tensão na maioria

| Maria Flor Pedroso
Catarina Martins: cativações são tópico de tensão na maioria

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, diz em entrevista a Maria Flor Pedroso da Antena 1 que as cativações foram, e são, um tópico de tensão desta solução política.



Não aceita falar em deslealdade por parte do Governo, mas afirma que só agora o ministro das Finanças entendeu o que é um acordo político, firmado no Parlamento, e que viabiliza este Governo. Deixa a garantia que no próximo Orçamento as cativações serão menores que em 2017, nomeadamente no sector da saúde.


Nesta entrevista, a líder do BE garante ganhos nas elétricas. Catarina Martins revela que já está neste Orçamento "o acordo para suspender a garantia de potência em 2018, porque obriga as elétricas a fazer os leilões que baixam o preço" e o Governo não devolverá as rendas, enquanto a EDP não devolver os 500 milhões de euros a mais que recebeu, já identificados pela ERSE.

Este Orçamento podia ser do PSD? Sim, afirma a líder do Bloco nesta entrevista à Antena 1. Na Cultura e na Ciência é um orçamento que podia ser de direita.

Sobre a dívida, Catarina Martins lembra ao primeiro-ministro que as eleições alemãs já foram (24 Setembro) e Portugal ainda não colocou em nenhum fórum de debate a questão da dívida, que tinha afirmado colocar.

A líder do Bloco de Esquerda avança já com a agenda do partido para os próximos dois anos: além da divida, há a necessidade de reverter as medidas da Troika na legislação laboral.

Catarina Martins diz que aprendeu nestes dois anos que as medidas que não estavam calendarizadas na "Posição Conjunta" demoram mais a ser postas em prática, do que aquelas em que há convergência mas sem calendarização. Indicando que para a próxima não será assim.

Catarina Martins afirma ainda que os dois anos que faltam para o fim da legislatura não vão chegar para cumprir o que ainda falta da Posição Conjunta.

Sem o PCP não há política de esquerda, diz a líder do Bloco, que afirma que o BE tem mais em comum com o PCP do que com o PS.

Sobre a tragédia dos incêndios, cinco meses depois de Pedrógão, Catarina Martins confessa-se surpreendida porque o Governo "não teve a perceção do que estava a acontecer no país e do impacto profundo que estava a ter nas pessoas. Compreendeu mal um país que se sentiu muito abandonado e muito traído, mas não é justo dizer como a direita (diz) que quando as coisas correm mal o Governo não está".

A entrevista de Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, pode ser ouvida na íntegra, este sábado, na Antena1 depois do noticiário das 12h00.

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