Freitas do Amaral vê Costa com liderança “modesta” e “demasiado apagada”

| Maria Flor Pedroso
Freitas do Amaral vê Costa com liderança “modesta” e “demasiado apagada”

O professor Freitas do Amaral considera que António Costa tem tido uma “liderança demasiado modesta, demasiado apagada”. No entanto, o ex-governante recusa dizer que se trata de “falta de liderança”. “Não iria tão longe”, explica em entrevista à Antena 1.

Na conversa com Maria Flor Pedroso, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates usa a metáfora do comandante do navio, uma comparação que já vem dos gregos, para falar do Estado e da liderança política.

“As pessoas, em momentos difíceis, querem ouvir o comandante do navio. Tem de haver uma comunicação pessoal e direta", explica.

Freitas do Amaral refere por isso que falta uma política de informação e nota "uma grande falta de comunicação entre os vários ministérios, o que é completamente impensável".

Nesta entrevista à Antena 1, transmitida integralmente este sábado, Freitas do Amaral refere ainda que o atual governo "fica para a História". É, segundo ele, um "milagre político de estabilidade política" que coloca de acordo Bruxelas e PCP e BE.


Sobre a relação entre o Executivo e a Presidência da República, Freitas do Amaral diz não acreditar que tenha “havido uma crise”. O professor jubilado também não crê que tenha tido início um “novo ciclo político”.

O fundador do CDS-PP mostra-se convicto que o resultado das eleições autárquicas “reforçaram a atual solução governativa".

O antigo Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas pensa ainda que Pedro Passos Coelho fez bem em sair. Apesar de recordar que foi muito crítico do líder social-democrata, Freitas do Amaral entende que o país e o partido lhe devem estar gratos "por ter tirado Portugal do fundo do poço".
Espanha e Catalunha
Num comentário à situação internacional e à crise na Catalunha, Freitas do Amaral defende que Espanha se deve tornar um Estado federal, como são a Alemanha e os Estados Unidos.


O ex-chefe da diplomacia portuguesa alerta ainda que, caso os partidos independentistas obtenham maioria absoluta nas eleições regionais de 21 de dezembro, Espanha não terá legitimidade política para voltar a aplicar o artigo 155.

Segundo Freitas do Amaral, a solução passará então por eleições gerais e a discussão da questão catalã.

Na entrevista à Antena 1, Freitas do Amaral defendeu ainda que o Governo de António Costa "é francamente bom na normalidade" mas que "quando há tempestade, fica um pouco perdido".

A entrevista de Freitas do Amaral a Maria Flor Pedroso pode ser vista na íntegra no seguinte vídeo.



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