"Governo corre o risco de desiludir os portugueses"

| Maria Flor Pedroso
Governo corre o risco de desiludir os portugueses

Foto: Antena 1

O aviso é do secretário-geral do PCP. Em entrevista à Antena 1, Jerónimo de Sousa considera que o primeiro-ministro tarda em dar resposta às questões relacionadas com a legislação laboral e também com a reforma das longas carreiras contributivas.

Nesta entrevista à editora de Política da Antena 1, Maria Flor Pedroso, o secretário-geral dos comunistas afirma "que o Governo corre o risco de frustrar as expectativas legítimas" dos portugueses, sendo que "é o pior que se pode fazer em política".

Jerónimo de Sousa refere-se sobretudo às questões relacionadas com a legislação laboral - que ainda não foi alterada depois da saída da troika - e com as reformas das longas carreiras contributivas, aliás uma questão que confessa já levantado junto de António Costa.

No entanto, o político acredita que poderá haver um avanço, tal como aconteceu no Orçamento do Estado do ano passado, com o aumento extraordinário das pensões que não estava previsto, nem nas posições conjuntas nem no Programa de Governo. E elogia a "compreensão do primeiro-ministro" nestas matérias. Todavia, "falta a efetivação".


"Não somos peninha no chapéu", afirma ainda o político comunista. Isto no caso "académico de o Partido Socialista ter maioria absoluta". "Cenário em que não acredito muito", acrescentou.

"Não iríamos integrar nenhum governo do PS". vincou. Mas Jerónimo de Sousa acredita na convicção do primeiro-ministro, quando este propõe um cenário de maioria absoluta com PCP e Bloco de Esquerda.

E diz mais: "Essa afirmação é bem intencionada, mas o problema é que o resultado do PS maioritário não foi nada brilhante".

Sobre o Orçamento do Estado para 2018, considera que "não está no papo. É exagerado dizer que está a andar sobre rodas".

Quase que se pode dizer que haverá luta até ao fim e o "Governo" não pense "que está no papo". Porque o que determina o posicionamento do PCP é "o exame comum das propostas, é prematuro e manifestamente exagerado dizer que isto está a andar sobre rodas, vamos ver".

Sobre as eleições autárquicas afirma em relação a PCP e PS: "Somos adversários recíprocos".

Sem complexos, Jerónimo de Sousa assume que o PS é o "adversário principal, objetivamente, tal como para o PS considera o contrário, é natural que isso aconteça".


Veja a entrevista de Maria Flor Pedroso a Jerónimo de Sousa, na integra, aqui:
 

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