Maria Flor Pedroso entrevista Carlos Silva

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Maria Flor Pedroso entrevista Carlos Silva

Foto: Antena1

A UGT considera que o acordo de concertação pode ser melhorado no Parlamento, nomeadamente com uma norma travão para evitar abusos dos períodos experimentais de trabalho alargados a seis meses.

Carlos Silva, o líder da UGT, a uma semana do Parlamento discutir as propostas de alteração à Legislação laboral, diz não se opor à criação de uma norma travão, para que o período de experiência alargado a 6 meses não se transforme em precariedade de facto.

Nesta entrevista à Antena1, Carlos Silva lembra ainda a inconstitucionalidade que o Tribunal já encontrou quando, em 2008, se tentou este alargamento. E dá razão ao Presidente da República quando alertou para "a falta de explicação política e juridicamente aqui e acolá". 

Revela que UGT e CGTP tentaram que os patrões aceitassem o fim dos cortes nas indemnizações por despedimento, mas não conseguiram. Se isso ficasse no papel não haveria acordo. Confessa por isso que houve muitas propostas da UGT que ficaram pelo caminho, foram longas horas de negociações ao longo deste ano. Claro que cabe ao parlamento a palavra final e estranha as queixas de falta de informação dos parceiros do Governo e até do próprio PS. "Só isso explica algumas posições".

Sobre o salário mínimo poder ser superior a 600 euros, como António Saraiva sugeriu em entrevista ao Conversa Capital na semana passada, Carlos Silva saúda a predisposição do presidente da CIP e, simultaneamente, estranha a crítica da Confederação dos Agricultores.

Reconhece que à medida que esta Legislatura foi avançando, as duas Centrais sindicais se vão distanciando, mas não na luta dos Professores. Aqui Carlos Silva revela nesta entrevista à Antena1 que já tem a garantia de uma conversa informal com o primeiro-ministro que tem de chefiar as negociações. Carlos Silva rejeita por completo a tese do mal-entendido e do problema de comunicação que o Governo tem apresentado.

Pode ver aqui na íntegra esta entrevista de Carlos Silva a Maria Flor Pedroso:


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