Maria Flor Pedroso entrevista Ulisses Correia e Silva

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Maria Flor Pedroso entrevista Ulisses Correia e Silva

Foto: Antena1

Ulisses Correia e Silva, Primeiro-Ministro de Cabo Verde há dois anos, em entrevista exclusiva à Antena1, nas vésperas da cimeira da CPLP na Ilha do Sal, garante o êxito da cimeira, porque todos os Presidentes e Primeiros-Ministros vão estar presentes, com a exceção de Timor - cuja presença não está ainda confirmada - o que, diz, revela um forte comprometimento políticos de todos e de Cabo Verde, que há vinte anos não recebia uma cimeira da CPLP.

A mobilidade e a livre circulação dos cidadãos dos países de Língua Portuguesa é uma das apostas de Cabo Verde que assume a presidência da CPLP a partir da próxima quarta-feira. Ainda que não se trate já de uma mobilidade completa, Ulisses Correia e Silva considera que será uma vitória se sair do Sal uma resolução que permitirá a artistas, investigadores e empresários terem livre circulação entre os 9 países da CPLP. E avançando esta mobilidade, o Estatuto de Cidadão Lusófono estará também em condições de ser concretizado noutros países para além de Portugal e Cabo Verde.

Outra resolução que Cabo Verde vai levar à cimeira tem como objetivo evitar a dupla tributação de rendimentos e proteger os investimentos. A ideia é criar um quadro de maior confiança nos operadores económicos.

Cabo Verde, como futuro presidente da CPLP, vai apresentar uma proposta de mercado comum para as artes, com bienais e prémios. Para isso, Ulisses Correia e Silva quer uma harmonização fiscal para o mercado das artes dos países que integram a CPLP, Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Timor e Guiné Equatorial.

A crítica recorrente de que a CPLP tem pouca influência politica na resolução de conflitos é reconhecida pelo anfitrião da cimeira, que anuncia que vai visitar a Guiné Bissau para ajudar na preparação do processo eleitoral de 18 de Novembro deste ano. Mais cético parece estar quanto à capacidade da Guiné Equatorial cumprir o roteiro estabelecido: Democracia, Língua Portuguesa e abolição da pena de morte, a tempo de em 2020 assumir a presidência da CPLP, como pretende. O PM cabo-verdiano diz que a Guiné Equatorial “gere o tempo como entender”, mas só se o roteiro for integralmente cumprido é que a Guiné Equatorial “pode um dia” presidir à CPLP.

Pode ver aqui na íntegra esta entrevista de Ulisses Correia e Silva a Maria Flor Pedroso:


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