A ADSE vai terminar o ano com um saldo superior ao do ano passado

por Antena 1

A quebra do número de consultas e meios de diagnóstico verificada até ao verão, por causa da pandemia, vai permitir a ADSE acabar o ano com um saldo positivo, superior ao do ano passado. Em entrevista ao programa Conversa Capital da Antena1/Jornal de Negócios, a presidente da ADSE antecipou que o resultado deverá ficar acima dos 50 milhões registados em 2019.

Maria Manuela Faria revelou que houve uma quebra de 35 por cento das facturas apresentadas à ADSE - Instituto de Proteção e Assistência na Doença - e que até ao final do ano a regularização dos reembolsos passará a ser de 60 dias.
Segundo a presidente da ADSE, neste momento existem 230 mil reembolsos por efectuar, menos 470 mil do que em fevereiro. A redução só foi possível graças aos recursos a serviços externos. 

Em sentido contrário, a maior despesa e que tem vindo a aumentar é a despesa com a quimioterapia. De 2018 para 2019 a despesa aumentou 47 por cento e a tendência é para continuar a aumentar. A ADSE comparticipa os tratamentos a 100 por cento e isso vai manter-se mesmo com a entrada das novas tabelas.


Em relação à comparticipação do teste da Covid, a presidente da ADSE admite que a comparticipação seja alargada a mais beneficiários e aos privados.


Relativamente às tabelas que motivaram no ano passado um confronto com os privados, Maria Manuela Faria revelou que as negociações estão a correr bem. Já foi apresentada uma proposta e já estão a receber contributos dos privados. As negociações estão a correr com transparência, mas a presidente da ADSE admite que em janeiro do próximo ano ainda não será possível estarem em vigor.
Ainda assim Maria Manuela Faria garante que a revisão das tabelas não vai representar um aumento exponencial de transferências financeiras para os privados.

Já quanto às regularizações das dívidas que motivaram a ameaça de suspensão da prestação de cuidados de saúde aos beneficiários da ADSE e que neste momento podem ascender aos 70 milhões, Maria Manuela Faria revelou que estão a ser revistas todas as faturas, mas as situações serão tratadas em separado. Primeiro a presidente quer negociar e fechar as tabelas e só depois irá negociar com os privados a forma de pagamento das transferências em dívida. 

Nesta entrevista, Maria Manuela Faria revelou ainda que nesta altura deram entrada na ADSE já 1645 pedidos de adesão por parte dos trabalhadores precários que beneficiará, do período extraordinário de inscrições aberto até ao final do ano. 


Entrevista na íntegra aqui: 
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