África do Sul. Mulheres em protesto contra violência de género

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Para além de serem assassinadas, as mulheres também são vítimas de violação.
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Para o próximo dia 9 de agosto estão agendados protestos contra o elevado nível de violência contra mulheres e crianças no país. São esperadas centenas de mulheres nas ruas para dar visibilidade ao problema.

O dia Nacional da Mulher e o mês da Mulher é celebrado no dia 9 de agosto. Por essa razão centenas de mulheres vão sair à rua nesse dia para aumentar a consciência das pessoas quanto à violência contra mulheres e crianças.

Segundo a CNN, o feminicídio – assassinato de mulher ou jovem – na África do Sul é cinco vezes maior do que a taxa global.

De acordo com um relatório da África Check, o número global de feminicídio em 2015 era de 2,4 por 100 mil mulheres. Na África do Sul era quatro vezes maior – 9,6 em 100 mil.

As mulheres africanas têm partilhado imagens de mulheres e jovens assassinadas pelos parceiros, através das redes sociais e órgãos de comunicação social. Casos com o de Karabo Mokoena, assassinada em 2017 pelo ex-namorado, Sandile Mantsoe.

Em maio deste ano, uma estudante de 21 anos foi supostamente baleada pelo namorado, Thabani Mzolo. A jovem acabou por morrer e o rapaz está à espera de julgamento.
Para além de serem assassinadas, as mulheres também são vítimas de violação.
Siam Lee tinha 20 anos quando desapareceu. A jovem entrou num carro com matrícula desconhecida e nunca mais foi vista. A mãe estava presente na marcha The Total ShutDown.

A marcha é organizada pela WomenProtestSA. Os organizadores pediram aos homens que apoiassem e ajudassem as mulheres, no trabalho e nas tarefas domésticas.


Segundo o site da organização, as marchas “The Total ShutDown” vão ocorrer em oito províncias e noutros países africanos.




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