António Costa expressa apoio a programa de Ursula von der Leyen

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António Costa, primeiro-ministro de Portugal, à chegada à Cimeira dos líderes da União Europeia em Bruxelas, a 2 de julho de 2019
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O primeiro-ministro congratulou-se hoje com os compromissos assumidos pela alemã Ursula Von der Leyen caso assuma as funções de presidente da Comissão Europeia, destacando o aprofundamento da união monetária e os objetivos de neutralidade carbónica.

António Costa, divulgou esta posição na sua conta da rede social Twitter, após a candidata designada pelo Conselho Europeu para a presidência da Comissão Europeia, ter divulgado através de carta alguns dos seus principais compromissos para os próximos cinco anos.




Exprimindo-se na língua francesa, o primeiro-ministro saudou o teor da carta de escrita pela atual ministra alemã da Defesa, destacando os "compromissos claros" em matérias como "o Estado de direito, ambição face à transição para a neutralidade das emissões de carbono, promoção da igualdade de género, solidariedade com os migrantes, desenvolvimento do pilar social e prioridade no combate ao desemprego jovem".


"Destaco também os compromissos para aprofundar a UEM (União Económica e Monetária), utilizando a flexibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento, mas também a união bancária e a criação de um regime de resseguro do subsídio de desemprego como instrumento de estabilização em tempos de crise", acentuou a seguir o primeiro-ministro português.


"São compromissos positivos que justificam o nosso apoio a Ursula von der Leyen no voto de amanhã no Parlamento Europeu", afirmou então António Costa.

Para ser eleita para a presidência da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen precisa de obter 374 votos favoráveis (maioria absoluta) entre os deputados do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, eleição que se realiza na terça-feira.
Ursula von der Leyen demite-se
Von der Leyen vai apresentar as suas orientações políticas para os próximos cinco anos em Bruxelas, que deverão ser entregues aos eurodeputados na terça-feira de manhã, antes do seu discurso em plenário e da votação ao final da tarde.
António Costa firmou ainda esperar que se "confirme e clarifique" a visão de Ursula von der Leyen, durante o debate em plenário (no Parlamento Europeu), sobre temas como "a coesão e o desenvolvimento rural, a importância das regiões ultraperiféricas e a necessidade de responder à crise de habitação na Europa".

Nesta eleição, os votos socialistas deverão ser determinantes. Se os socialistas e os liberais votarem ao lado do Partido Popular Europeu (PPE), Ursula von der Leyen deverá ser aprovada, embora os socialistas alemães já tenham anunciado o seu voto contra.

Caso Ursula von der Leyen não passe nesta votação, o Conselho Europeu terá de apresentar um novo nome até 30 dias depois.
A ministra da Defesa alemã garantiu entretanto, também na sua conta da rede Twitter, que se vai demitir do cargo esta quarta-feira, seja ou não eleita para a presidência da Comissão Europeia.

C/Lusa

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