Ataque contra coluna da ONU em Mogadíscio reivindicado pelo grupo al-Shabab

por RTP
Reuters

Pelo menos oito pessoas morreram e 17 ficaram feridas, na capital da Somália, num atentado com um carro-bomba que teve como alvo uma coluna de segurança das Nações Unidas. O grupo armado al-Shabab já reivindicou a responsabilidade pela explosão que aconteceu às primeiras horas desta quinta-feira.

Contamos oito mortos e 17 feridos, entre os quais 13 estudantes”, revelou o porta-voz da polícia Abdifatah Aden Hassan à comunicação social. Acrescentando que se tratou de um SUV carregado de explosivos que tinha como alvo uma coluna de segurança da ONU.

Não está ainda confirmado se entre os feridos e os mortos estão funcionários das Nações Unidas. A enorme explosão ocorreu perto de uma escola.

A detonação, que ocorreu perto do cruzamento K4 no centro de Mogadíscio, foi tão forte que as paredes da escola primária e secundária de Mucassar ruíram. Vários carros ficaram totalmente desfeitos.

Mohamed Hussein, enfermeira do Hospital de Osman, revelou que foi retirada dos escombros do teto que caiu.

“As paredes do nosso hospital desabaram. À nossa frente está a escola que também ruiu. Não sei quantas pessoas morreram”, acrescentou.

Segundo Mohamed Hussein, as pessoas que estavam no hospital “ficaram abaladas com a força da explosão e depois atordoadas pelos tiros que se seguiram”. Ataque reivindicado
Abdiasis Abu Musab, porta-voz das operações militares do al-Shababab, confirmou que os operacionais do grupo tinham levado a cabo o ataque.

O grupo ligado à al Qaeda afirmou numa declaração transmitida pela sua rádio Andalus que o atentado desta quinta-feira visava ocidentais escoltados pelo comboio de manutenção da paz da União Africana.

O grupo armado tem lutado contra o Governo central da Somália há vários anos com o objetivo de criar o seu próprio executivo com base na sua interpretação estrita da lei islâmica.

O al-Shababab leva frequentemente a cabo bombardeamentos e ataques armados na Somália contra os militares somalis e a força da AMISON mandatada pela União Africana que apoia o Governo de Mogadíscio.

A força de manutenção da paz pretendia retirar-se do país, mas a missão pode ser alargada, face ao receio de que as forças somalis não estejam prontas para assumir a responsabilidade pela segurança no país.
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