Atentados na Cisjordânia matam um israelita e ferem dois

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O colonato de Ariel, local de um dos atentados
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Um homem foi morto a tiro no território ocupado da Cisjordânia, e pouco depois dois soldados israelitas foram gravemente feridos a tiro num outro atentado a pouca distância. As autoridades israelitas presumem que o autor dos dois atentados seja o mesmo.

Segundo o diário israelita Haaretz, citando a organização Magen David Adom, o morto foi atingido a sul de Nablus e pouco depois os dois soldados foram atingidos no vizinho cruzamento de Gitai, a oeste de Ariel.

Presume-se que o autor dos dois atentados tenha sido o mesmo. O exército israelita suspeita que o segundo atentado tenha sido levado a cabo com uma arma retirada à vítima do primeiro atentado. Não foi esclarecido se a primeira vítima estaria na posse de uma arma por ser também um militar, ou se se trataria de um colono armado.

O diário Jerusalem Post cita um porta-voz militar com uma versão algo diferente: no primeiro local, o autor do atentado terá aberto fogo sobre vários veículos e ter-se-á apropriado de um deles, conduzindo-o até ao local do segundo atentado. Aí disparou sobre soldados, tendo ferido duas pessoas - um soldado e um civil, nesta versão - e tendo partido em seguida, sempre ao volante da viatura.

Desencadeou-se entretanto uma caça ao homem, para tentar localizar o autor das duas operações e foram distribuídas instruções do exército aos colonatos da região para fecharem os respectivos acessos até haver algum resultado dessa perseguição.

O Haaretz nota que praticamente não tem havido atentados contra israelitas desde o início de fevereiro, com a excepção de um duplo atropelamento no início de março, em que dois soldados ficaram gravemente feridos na aldeia de N'ima. Na altura, dois suspeitos foram abatidos e um terceiro ficou ligeiramente ferido.

Contudo, o Haaretz refere também que os responsáveis palestinianos têm advertido as autoridades israelitas para a eventual explosão de uma nova vaga de atentados, devido à escalada de agressões por parte de colonos e militares israelitas contra as populações locais, e devido à retenção por parte de Israel de fundos pertencentes à Autoridade Palestiniana.

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