Bispos chilenos renunciam em bloco

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Todos os bispos chilenos apresentaram a sua renúncia ao Papa, depois de confrontados por Francisco com uma investigação interna ordenada pelo Sumo Pontífice, em que se conclui que a Igreja chilena protegeu "numerosas situações de abusos sexuais, de poder e de autoridade".

Nesse relatório, que não foi publicado, mas a que a televisão chilena T13 teve acesso, a investigação realizada por dois emissários do Papa apurou que "documentos comprometedores" foram destruídos pelas autoridades eclesiásticas do Chile.

Desse relatório constarão também provas de que bispos ou altas figuras eclesiásticas do Chile conferiram cargos de responsabilidade em seminários ou em noviciados a "padres suspeitos de homossexualidade ativa" e que religiosos expulsos da sua Ordem por "comportamentos imorais" foram acolhidos por outras dioceses que lhes atribuíram cargos que implicavam "um contacto diário e direto com menores de idade".

A investigação descobriu ainda que queixas apresentadas por vítimas foram minimizadas pelas altas instâncias clericais chilenas ou até arquivadas sem inquérito, apesar dos "fortes indícios de delito".

A investigação levou à chamada dos 34 bispos chilenos ao Vaticano onde, entre terça-feira e hoje, se encontraram com o Papa em quatro reuniões durante as quais foram confrontados com os factos apurados.

Refira-se que a convocação dos bispos chilenos ao Vaticano tinha sido anunciada pelo Papa em abril, altura em que reconheceu publicamente "erros graves" no modo como subestimou as denúncias, por "falta de conhecimento da totalidade dos factos", e pediu publicamente perdão às vitimas de abusos sexuais.

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