Brasil. Cancelada a homenagem a Pinochet proposta por deputado bolsonarista

por RTP
Reuters

Frederico D'Ávila, deputado do antigo partido de Bolsonaro na assembleia legislativa paulista, propôs e a homenagem ao ditador chileno foi agendada para o dia 10 de dezembro. Agora, o presidente da assembleia decidiu que a homenagem seria cancelada.

A proposta do deputado estava concebida como verdadeira provocação, visto que o dia10de dezembro é o Dia Internacional dos Direitos Humanos. A provocação de D'Ávila vinha juntar-se à do próprio Jair Bolsonaro que em setembro tinha homenageado um torturador da ditadura brasileira com palavras que envolviam também uma apologia do ditador chileno, ao afirmar que "o Chile não se tornou uma [nova] Cuba graças àqueles que tiveram a coragem de derrubar a esquerda em 1973". O presidente chileno Sebastian Pinera, apesar da sua filiação política direitista, condenou as declarações proferidas por Bolsonaro.

Agora, foi o presidente da assembleia legislativa de São Paulo, Cauê Macris, quem anunciou a decisão de cancelar a homenagem ao general Augusto Pinochet. Macris está filiado no Partido da Social-Democracia brasileiro, tal como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, exilado da ditadura brasileira no Chile e depois refugiado da ditadura chilena em França.

O cônsul-geral da França em São Paulo, Brieuc Pont, considerou por sua vez que "esta homenagem não é apenas um insulto àdemocracia, mas também à memória das vítimas, inclusivé francesas, de um regime cruel".

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