Brasil e China sublinham importância das relações bilaterais no 45.º aniversário

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Os presidentes do Brasil e da China, Jair Bolsonaro e Xi Jinping, respetivamente, enfatizaram hoje a importância das relações bilaterais, por ocasião do 45.º aniversário desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Citado pela agência noticiosa oficial Xinhua, o líder chinês lembrou que Brasil e China são importantes países em desenvolvimento e mercados emergentes.

"Nos últimos 45 anos, as relações bilaterais tornaram-se ainda mais fortes e a cooperação pragmática em vários campos revelou-se frutífera, trazendo benefícios tangíveis para os dois povos", afirmou Xi Jinping, numa mensagem citada pela agência noticiosa chinesa.

O Presidente chinês considerou que os laços entre Brasília e Pequim tornaram-se um "exemplo de cooperação e desenvolvimento conjunto entre os principais países em desenvolvimento".

Xi notou ainda que a cooperação tem "grande potencial" e "amplas perspetivas", garantindo que atribui "muita importância ao desenvolvimento da relação sino-brasileira".

Citado pela Xinhua, o líder chinês afirmou que está disposto a "traçar um plano para as relações bilaterais" com o presidente Bolsonaro, visando "impulsionar" a parceria para um nível mais alto e "beneficiar ambos os países e povos, e fazer novas contribuições para salvaguardar a paz, estabilidade e prosperidade mundiais".

Também citado pela Xinhua, Bolsonaro afirmou numa mensagem que, desde o estabelecimento dos laços diplomáticos, os dois países "têm mantido o objetivo do desenvolvimento comum" e que a cooperação bilateral "amadureceu e diversificou-se".

Os dois lados têm testemunhando um comércio bilateral crescente e investimento mútuo, desfrutando de uma sólida cooperação em áreas estratégicas, incluindo no setor aeroespacial, que manifestou o caráter mutuamente benéfico dos laços bilaterais, apontou.

Bolsonaro lembrou que, desde que foi eleito, realizaram-se frequentes trocas de alto nível entre os dois países e uma comunicação "harmoniosa" entre os governos.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil, tendo absorvido mais de 26% das exportações do país, em 2018. O país asiático é também o maior investidor externo na economia brasileira. Nos últimos anos, comprou vários ativos estratégicos brasileiros nos setores da energia ou mineração.

Nas últimas décadas, os dois países têm também coordenado posições conjuntas em órgãos multilaterais como o G20. Ambos são membros fundadores do BRICS, grupo de economias emergentes que inclui ainda Índia, Rússia e África do Sul.

No entanto, algumas das criticas feitas por Bolsonaro sobre a aproximação do Brasil à China fizeram temer um romper dessa aliança política entre as duas potências emergentes.

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