Bruxelas aguarda decisão de "amigos britânicos" mas lembra que "tempo está a esgotar-se"

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A Comissão Europeia reiterou hoje que aguarda o próximo passo dos "amigos britânicos" sobre a saída da União Europeia (UE), o que estimou ter no início da próxima semana, mas avisou que o "tempo está a esgotar-se".

"O tempo está quase a esgotar-se [...] e, de momento, não há mais que possamos fazer. Aguardamos que o Reino Unido diga quais serão os próximos passos", disse aos jornalistas o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, em Bruxelas.

Questionado insistentemente sobre qual será a postura da Comissão após a rejeição, na terça-feira à noite, na Câmara dos Comuns, do acordo de saída da UE negociado pela primeira-ministra Theresa May com Bruxelas, o responsável vincou que "não se sabe o que esperar do Reino Unido".

"De novo, não há muito mais a dizer hoje porque não sabemos o que os nossos amigos britânicos vão fazer após o voto de ontem [terça-feira]", notou, recusando aludir a "possíveis cenários sem saber qual o próximo passo" do Reino Unido, que deverá ser conhecido "no início da próxima semana".

Falando na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, Margaritis Schinas precisou que "ainda não houve qualquer pedido do Reino Unido para prolongar" o prazo para a saída.

O porta-voz admitiu também que "talvez se esteja perto de um cenário de um `não acordo`".

"É o que vamos tentar evitar", referiu, frisando, porém, que "o acordo existente não está aberto a renegociações".

Tal como Bruxelas tem vindo a informar, tanto as instituições europeias como os Estados-membros estão a criar "planos de contingência".

"Vamos continuar a fazê-los nos próximos dias e semanas", adiantou Margaritis Schinas.

Após ser conhecida a derrota do Governo conservador de Theresa May, o líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, apresentou naquele parlamento uma moção de censura contra o executivo que será debatida e votada hoje e que, a ser aprovada, poderá desencadear a convocação de eleições legislativas antecipadas.

O Reino Unido deveria deixar a União Europeia em março de 2019, dois anos após o lançamento oficial do processo de saída, e quase três anos após o referendo de 23 de junho de 2016, que viu 52% dos britânicos votarem a favor do `Brexit`.

Porém, com o chumbo de terça-feira - já esperado por políticos, imprensa e analistas e que acontece a dois meses e meio da data prevista para a saída -, o processo fica com um futuro incerto.

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