Campanha de doação voluntária de sangue em Angola até 14 de Junho

Campanha de doação voluntária de sangue em Angola até 14 de Junho

O Centro Nacional de Sangue (CNS) de Angola lançou uma campanha para a doação voluntária que visa aumentar as reservas existentes no país, onde "muitas pessoas" morrem por falta de sangue para transfusões.

Agência LUSA /

"Ainda há muitas pessoas a morrer por falta de sangue, pelo que se torna necessário alertar a população angolana para a necessidade de dar sangue", afirmou hoje Luzia Fernandes, directora do CNS, em declarações à Agência Lusa.

Nesta campanha, o CNS vai recolher sangue de todos os grupos, mas pretende especialmente doações de sangue dos tipos mais raros, já que "sempre que aparece um doente com necessidade deste tipo de sangue, a situação é muito aflitiva".

A campanha, que se prolonga até 14 de Junho, data em que se celebra o Dia Mundial do Dador de Sangue, inclui a realização de um seminário para formação de activistas que vão depois "mobilizar as comunidades para aderirem às campanhas de doação de sangue", salientou Luzia Fernandes.

Esta iniciativa pretende aumentar o número de doadores voluntários de sangue em Angola, que actualmente representam apenas cerca de 12 por cento do total das pessoas que dão sangue no país.

"A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que 80 por cento dos dadores sejam voluntários, pelo que os números em Angola ainda são muito baixos", disse Luzia Fernandes, frisando que a opção por dadores voluntários é uma forma de garantir uma melhor qualidade do sangue.

"Com dadores voluntários há menos probabilidades de recebermos sangue contaminado, já que as pessoas vêm doar sangue sem qualquer contrapartida", referiu.

Para ultrapassar as actuais necessidades de sangue no país, o CNS tem vindo a fomentar o sistema de doação por familiares, que fornecem sangue para doentes das respectivas famílias.

"Estamos a trabalhar com dadores familiares, que doam sangue que é utilizado nos doentes, mas, para os que não têm familiares disponíveis para doar, recorremos ao nosso banco de sangue para as urgências", salientou.

Luzia Fernandes escusou-se, no entanto, a especificar quais as necessidades de sangue no país e os montantes disponíveis neste momento.


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