Candidata ao Congresso americano acusa Israel de genocídio

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Maria Estrada
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Maria Estrada, candidata ao Congresso pelo 63º distrito da Califórnia, acusou Israel de genocídio contra os palestinianos. Para além disso, mostrou o seu apoio a Louis Farrakhan, líder da Nação do Islão, muitas vezes acusado de anti-semitismo.

A candidata democrata pelo 63º distrito da Califórnia ficou em segundo lugar nas eleições primárias. Ambiciona conseguir um assento no Congresso nas eleições de novembro, mas as suas publicações nas redes sociais têm levantado críticas nas comunidades judias locais, que a acusam de anti-semitismo.

Num artigo no Los Angeles Jewish Journal, o rabi Abraham Cooper e Harold Brackman relembraram uma publicação de Maria Estrada nas redes sociais, onde esta dizia que os “democratas fecharam os olhos ao genocídio contra os palestinianos e justificaram-no ao relembrar o Holocausto”. Terminou com a hastag #FreePalestine.

O jornal relembrou ainda um tweet de Estrada onde esta dizia gostar de ouvir “os sermões de Farrakhan”, cujos discursos são considerados por muitos como homofóbicos e anti-semitas.

Em declarações à revista americana The Jewish Daily Foward, e por forma a esclarecer as publicações, Estrada afirmou que se considerava anti-sionista, não anti-semita.

“Ouvir os discursos de Farrakhan não é o mesmo que ser anti-semita. Não há dúvida de que ele não tem razão em muitos assuntos, incluindo o judaísmo”, defendeu a candidata.

O sionismo é um movimento político que defende um Estado nacional judaico independente. Isto muitas vezes implica a expulsão de palestinianos do território.
Sionistas querem candidata fora das eleições

Maria Estrada esclareceu entretanto o significado de genocídio com uma definição de dicionário, que publicou no Facebook.

“O argumento dos sionistas é que o número de palestinianos tem crescido. Aparentemente não estão a matar palestinianos suficientes para o considerarem genocídio”, pode ler-se no comentário que a candidata fez à própria publicação.

Devido às suas opiniões, os Sionistas Progressistas do Partido Democrático da Califórnia têm exigido para que Estrada desista das eleições.

“Apesar de não apoiarmos nenhum candidato específico nas eleições, concluímos que as contínuas expressões anti-semitas de Maria Estrada desqualificam-na de concorrer a um cargo público”, defendem.

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