Candidato da extrema-direita ganha primeira volta das presidenciais checas

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O presidente Miloš Zeman, a disputar a reeleição, ficou à frente no escrutínio de hoje, com cerca de 39 por cento dos votos. Mas a vitória na segunda volta não é segura.

A soma dos votos dos outros dois candidatos aproxima-se muito da votação de Zeman. Em segundo lugar ficou um professor de Química, sem partido, Jiří Drahoš. Em terceiro, um antigo embaixador em França, Pavel Fischer. Ao todo, havia nove candidatos. A abstenção manteve-se idêntica à da eleição presidencial anterior, há cinco anos, a rondar os 40 por cento.
Os três candidatos mais votados

Miloš Zeman  - 39%
Jiří Drahoš     - 27%
Pavel Fischer - 10%

Dentro de duas semanas, Zeman e Drahoš vão disputar a presidência numa segunda volta. Trata-se na República Checa de um órgão de soberania com poderes para nomear os juízes constitucionais e com intervenção activa na formação dos governos.

Zeman é um economista que já ocupara a presidência entre 1998 e 2002, nessa altura eleito pelo partido social-democrata ČSSD. Abandonou depois o partido em ruptura e, após um interregno, voltou a ser eleito em 2012.

Agora fez uma campanha populista, apelando aos desfavorecidos, e também xenófoba e islamofóbica, responsabilizando os migrantes pelas dificuldades económicas, com a retórica sobre a "invasão organizada" dos muçulmanos. Apelou ao armamento dos checos contra os "terroristas e é conhecido pelas suas boas relações com a Rússia e a China.

Drahoš, por seu lado, é um europeísta, que defende a introdução do euro na República Checa e que diz desejar uma mudança na cultura política do país. Dirigia a Academia das Ciências de Praga e trabalhou durante algum tempo como investigador científico em Hannover, na Alemanha.

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