Chefe do Pentágono acusa Síria de reter armas químicas

| Mundo

O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, a ouvir Jim Mattis, secretário da defesa dos EUA, numa conferência de imprensa conjunta em Tel Aviv, em 21 de abril de 2017.
|

De visita a Israel, Jim Mattis, o secretário norte-americano da Defesa, acusou Damasco de violar resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao reter "algumas" armas químicas.

Na passada quarta-feira, um alto responsável do exército israelita garantiu à imprensa que "algumas toneladas de armas químicas" permaneciam nas mãos das forças de Assad, quando em 2013 num acordo estabelecido através dos Estados Unidos e da Rússia, a Síria concordou em entregar todo o seu arsenal de armas químicas.

Esta sexta-feira, numa conferência de imprensa em Telavive ao lado do seu homólogo israelita, Avigdor Lieberman, Mattis apontou por sua vez o dedo ao Governo de Damasco.

"Posso dizer com autoridade que eles retiveram algumas [armas químicas]. É uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e vai ter de ser resolvida diplomaticamente", disse o secretário da Defesa dos EUA. De acordo com a Organização para a Proibição de Armas Químicas, no ataque à província de Idlib, a 4 de abril, foi usado gás sarin ou semelhante.


No início do mês, os Estados Unidos lançaram meia centena de mísseis contra a base aérea síria de Shayrat, de onde partiu um ataque ordenado por Damasco, alegadamente com armas químicas que fizeram 90 mortos, um terço dos quais crianças.

Damasco nega ter usado armas químicas e a Rússia, sua aliada, afirma que as armas pertenciam a grupos armados locais que combatem o Presidente Assad e se espalharam após o armazém onde estavam guardadas ter sido atingido pelo bombardeamento sírio.

Moscovo bloqueou uma resolução do Conselho de Segurança a condenar o ataque, já que esta responsabilizava diretamente Damasco pelo uso do armamento químico.
"Dispersaram aviões"

O Pentágono refere que, no ataque com mísseis lançado dias depois por ordem do Presidente Donald Trump, cerca de 20 por cento dos aparelhos operacionais da Síria foram destruídos ou danificados. O resto foi disperso pelo país, afirmou Mattis esta sexta-feira.

"Eles dispersaram os aviões, sem dúvida. Dispersaram os seus aviões nos últimos dias", referiu o secretário da Defesa norte-americana em resposta a perguntas dos jornalistas.

De acordo com relatórios militares, vários aparelhos foram levados para a base aérea russa em Latakia.

Trump descreveu o ataque com mísseis como uma retaliação e um aviso a Damasco pela utilização de armas químicas.

O Pentágono avisou que iria lançar os mísseis, usando os canais abertos que mantinha com a Rússia para evitar colisões nos respetivos bombardeamentos aéreos contra o autoproclamado Estado Islâmico.

Damasco diz que o ataque à sua base aérea provocou nove mortos. Apesar da destruição das pistas, vários aviões conseguiram levantar voo da área nos dias seguintes.

Tópicos:

Damasco, Donald Trump, Israel, Jim Mattis, Pentágono, Síria,

A informação mais vista

+ Em Foco

Os dados do sistema de Informação de Fogos Florestais da União Europeia (EFFIS) indicam que só entre os dias 14 e 15 de outubro arderam em Portugal continental cerca de 200 mil hectares.

    Filipe Vasconcelos Romão, comentador de assuntos internacionais, refere que o artigo 155 da Constituição Espanhola será aplicado sem que haja qualquer lei de enquadramento.

    Impostos, orçamentos, metas para o próximo ano. A RTP descodifica a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo ministro das Finanças esta sexta-feira.

      Em entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios, o ministro do Trabalho e da Segurança Social considera que a apresentação da moção de censura não vai trazer mudanças significativas.