China regista 55 novos casos importados

por Lusa
Kai Pfaffenbach, Reuters

A China anunciou hoje 55 novos casos da covid-19, quase todos oriundos do exterior, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.

As autoridades de saúde chinesas indicaram que 54 casos são importados, ou seja, pessoas que estão a regressar do exterior, e apenas um caso de contágio local, também detetado na província de Zhejiang, no leste da China.

A Comissão de Saúde da China indicou que, até à meia-noite na China (16:00 de quinta-feira em Lisboa), morreram mais cinco pessoas no país, devido à infeção pelo novo coronavírus, o que fixa em 3.292 o número de vítimas mortais.

Wuhan, no centro da China onde foram detetados os primeiros casos da covid-19, contou quatro das cinco mortes, o que eleva para 2.535 o número de vítimas mortais na cidade.

Quando a doença começou a atingir o resto do mundo, muitos chineses regressaram ao país, que passou assim a registar centenas de casos oriundos do exterior.

Para impedir uma segunda vaga de contágios no país, o Governo chinês impôs uma quarentena rigorosa de 14 dias a quem entrar na China.

Na quarta-feira, o Governo chinês anunciou que vai suspender temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo quem possui visto ou autorização de residência, como medida de prevenção contra a propagação do novo coronavírus.

A medida abrange estrangeiros com visto de negócios ou de estudo ou com autorização de residência por motivos de trabalho ou reunião familiar, de acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O número de casos diagnosticados na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, desde o início da pandemia, é de 81.340, entre os quais 74.588 receberam alta, após terem superado a doença.

O número de infetados ativos é de 3.460, entre os quais 1.034 permanecem em estado grave.

Desde o início do surto, em dezembro passado, 697.470 pessoas em contacto próximo com infetados estiveram sob vigilância médica, incluindo 16.005 ainda sob observação, de acordo com dados oficiais.

No passado dia 12, o Governo chinês declarou que o pico das transmissões terminou no país, embora tenha lançado medidas adicionais para evitar novos surtos, face ao aumento de casos importados.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.

Dos casos de infeção, pelo menos 108.900 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com quase 275.000 infetados e 16.000 mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8.165 mortos em 80.539 casos registados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.089, entre 56.188 casos de infeção confirmados.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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