Congresso regional do SPD recusa nova coligação com Merkel

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Kevin Kuehnert, dirigente da "Jota" do SPD, ao intervir contra a coligação no congresso da Saxónia
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O congresso social-democrata na região da Saxónia-Anhalt "chumbou", por maioria esmagadora, a proposta de uma nova coligação CDU-SPD.

Reunido em Wernigerode, o congresso era composto por 52 delegados. Uma moção apresentada conjuntamente pela organização de juventude e por cinco outros grupos de trabalho do partido recusava as negociações para uma nova "Grande Coligação". Foi aprovada por 51 das 52 pessoas presentes.

A moção, citada no site de Der Spiegel, afirma que "neste momento não é possível uma governação credível com a União [Democrata-Cristã]". E refere precisamente o resultado das sondagens levadas a cabo em Berlim, como prova da inviabilidade da coligação.

A votação do congresso regional não é vinculativa, mas vai pesar no prato da balança contra a retomada de negociações, quando o SPD decidir sobre ela no seu congresso federal, a realizar no próximo fim de semana em Bona.

O SPD de Saxónia-Anhalt tem apenas sete dos 600 delegados do congresso federal e à primeira vista pesará pouco na votação. Mas pode influenciar delegados de outras regiões, a partir da sua própria experiência de coligação, com democratas e verdes: nas eleições de 2016, depois de uma legislatura coligado, o SPD saxão perdeu metade do seu eleitorado.

Os críticos da coligação questionam também o modelo de funcionamento que para ela tem sido proposto, com os partidos coligados a votarem no Parlamento Federal sem disciplina de bancada em várias questões que não estejam previstas no acordo de coligação.

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