Conselho Europeu. PM fala em "desacordo total" sobre nomes para cargos de topo na UE

por RTP
António Costa em Bruxelas durante a reunião do Conselho Europeu Reuters

Dois dias de reunião do Conselho Europeu em que os chefes de Estado e de Governo da União Europeia tinham como desafio escolher os nomes para os cargos de topo da União Europeia. Em particular para a Comissão. António Costa classificou essa parte como os "momentos menos doces" do encontro. Não há consenso. O primeiro-ministro português disse mesmo que só houve, nesse caso, "pontos de desacordo".

"Os pontos de desacordo são todos visto que é necessário encontrarmos uma solução equilibrada de distribuição do conjunto dos principais postos na União Europeia tendo em conta aquilo que é a maioria existente no Conselho e no Parlamento Europeu", afirmou o primeiro-ministro português.

Ou seja, os líderes europeus não chegaram a acordo sobre quem deve liderar a União Europeia nos próximos cinco anos. O que, de certa forma, já era esperado para esta primeira reunião.

"Nenhum dos três (principais candidatos das famílias políticas) atingiu a maioria", disse António Costa. "Não constitui para mim uma surpresa visto que a pergunta que foi colocada a cada um dos chefes de Estado e Governo foi: Quem é o seu preferido? Como nenhuma família política tem maioria obviamente nenhum podia ter a maioria".

As negociações vão por isso continuar com António Costa a reafirmar que o "trabalho que tem que ser desenvolvido pelo presidente Tusk não é simplesmente olhar para a presidência da Comissão Europeia, mas é necessário fazer um trabalho sobre o conjunto dos lugares a preencher de forma a encontrar uma solução equilibrada".

Questionado sobre se os três nomes apresentados pelas três maiores famílias políticas no Parlamento Europeu estão descartados, o primeiro-ministro português disse que não vê "nenhuma razão para isso".

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