Costa sobre gastos em Defesa: "Assumimos compromissos que sabemos que podemos cumprir"

por RTP

Foto: Fernando Villar - Reuters

À entrada para a cimeira da NATO que decorre em Madrid por estes dias, o primeiro-ministro português indicou que Portugal não tem uma calendarização para cumprir com a meta dos 2% do PIB em defesa.

António Costa disse ainda que Portugal irá cumprir já no próximo ano o objetivo que tinha assumido para 2024: atingir 1,66% do PIB em gastos de Defesa.

O chefe de Estado português reconhece que no atual "quadro de incerteza", não só sobre a questão da alocação de recursos comunitários à Defesa, mas também perante a "incerteza económica", é importante assumir "compromissos que sabemos que podemos cumprir".
Portugal no reforço da NATO de acordo com as suas circunstâncias
Sobre o reforço das forças de reação rápida da NATO, o primeiro-ministro indica que Portugal aguarda agora que o comando da Aliança Atlântica "faça uma precisão da distribuição das capacidades que são necessárias".

Questionado pelos jornalistas sobre se Portugal tem capacidade para esse aumento, o primeiro-ministro indicou que o aumento de "oito vezes no conjunto global não quer dizer que cada país aumente oito vezes a sua disponibilidade", mas garante que Portugal irá participar "de forma adequada" e de acordo com "as suas circunstâncias".

Sobre a definição da Rússia como "principal ameaça" à NATO, António Costa recusa a ideia de que as portas de diálogo se estejam a fechar. "O diálogo deve ser feito com realismo e tendo em conta como é que vemos as nossas ameaças", vincou.
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