Covid-19. Canadá disponibiliza 23,6 mil milhões de euros em assistência social

por Mário Aleixo - RTP
O governo canadiano tenta suportar muitos dos custos da pandemia Reuters

O Governo do Canadá prolongou a assistência a quem perdeu o emprego durante a pandemia e anunciou várias medidas sociais no valor global de 37 mil milhões de dólares canadianos (23,6 mil milhões de euros).

As medidas vão ser implementadas ao longo de um ano.

A prestação canadiana de emergência, um subsídio de 2.000 dólares mensais aos trabalhadores canadianos que se encontram sem rendimentos, devido ao novo coronavírus, é prolongado por quatro semanas.

Aproximadamente 4,5 milhões de canadianos estão atualmente a receber esta ajuda governamental, inicialmente programada para terminar no final de agosto.

O Governo indicou que também pretende flexibilizar as condições de acesso ao seguro de desemprego, permitindo que mais 400 mil pessoas tenham esse apoio adicional.

Foram também divulgados três novos benefícios para trabalhadores independentes, trabalhadores doentes que têm de trabalhar isoladamente e cuidadores familiares que não podem trabalhar porque estão a cuidar de um membro da família por razões relacionadas com o novo coronavírus.

"Ao apoiar os canadianos que estão desempregados, em consequência da pandemia, estamos a permitir ao nosso país continuar a praticar o distanciamento social e tomar as decisões certas na nossa luta contra o novo coronavírus", disse numa conferência de imprensa a nova ministra das Finanças, Chrystia Freeland, nomeada na terça-feira.

A taxa de desemprego continuou a descer em julho para 10,9 por cento, depois de ter atingido um máximo histórico de 13,7 em maio. Em fevereiro estava nos 5,6 por cento.

O Governo liderado por Justin Trudeau, em minoria desde as eleições legislativas do outono de 2019, deverá introduzir um projeto de lei para implementar as novas medidas, sujeito à aprovação parlamentar.

Na sequência da remodelação que se seguiu à demissão do antigo ministro das Finanças, Bill Morneau, na segunda-feira, o primeiro-ministro anunciou que iria submeter o seu próximo "Discurso do Trono", um programa de política geral, a um voto de confiança na Câmara dos Comuns, em 23 de setembro.

A rejeição deste programa pelos deputados provocaria eleições antecipadas e suspenderia o plano de ajuda agora anunciado.
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