Desmantelado plano terrorista para matar Theresa May

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Depois de várias semanas de investigação, as autoridades britânicas descobriram que estava em curso um plano terrorista para matar Theresa May. Foram detidos dois homens, na semana passada, acusados de tentativa de terrorismo, que serão presentes a tribunal esta quarta-feira.

De acordo com a imprensa britânica, o plano islamita passaria primeiro por atirar um explosivo na Downing Street, a residência oficial da primeira-ministra do Reino Unido e, posteriormente, matar Theresa May.

Os suspeitos foram identificados na semana passada como Naa'imur Zakariyah Rahman, de 20 anos, da zona norte de Londres, e Mohammed Aqib Imran, de anos 21, da cidade de Birmingham.

A polícia e os serviços de segurança acreditam que os homens planeavam lançar um aparelho explosivo improvisado contra a residência oficial da primeira-ministra e depois assassinar Theresa May, aproveitando a situação de caos.
Nove planos terroristas
O diretor-geral do MI5 (serviços secretos britânicos), informou mesmo o Governo da situação. Foi um dos nove planos terroristas intercetados pelos serviços de segurança e pela polícia.

De acordo com a imprensa britânica, este foi "o mais recente de uma série de planos terroristas que a polícia e o MI5 acreditam ter desmantelado este ano".
Downing Street está agora rodeada de medidas de segurança acrescidas.

Apesar de as autoridades terem conseguido travar nove planos terroristas, não conseguiram impedir atentados como os de London Bridge, em junho, e o ataque no concerto de Ariana Grande em Manchester, em maio.

Em relação ao ataque de Manchester, a imprensa britânica diz que havia informações suficientes para poder antecipar o atentado mas os serviços de segurança não conseguiram interpretar a informação de forma correta e o ataque aconteceu. Morreram 22 pessoas.

Salman Abedi foi o autor do atentado ao Manchester Arena mas antes disso já estava a ser investigado pela polícia britânica, pelo que o ataque do passado mês de maio poderia ter sido evitado.
Informações subestimadas
Esta conclusão consta de um relatório, citado pleo The Guardian, que está na posse do ministro do Interior do Reino Unido desde outubro passado e que foi agora tornado público.

O trabalho independente foi realizado pelo advogado e também conselheiro da Rainha, David Anderson, que analisou a ação do MI5 e concluiu que as informações que existiam sobre Abedi, ainda antes do atentado, foram subestimadas.

"Na altura foi avaliado não como terrorismo, mas antes como atividades sem um propósito nefasto ou criminoso da parte de Salman Abedi", refere David Anderson no mesmo relatório.


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