Dez mortos num incêndio em edifício residencial no extremo oeste da China

por Lusa

Um incêndio num prédio residencial na região de Xinjiang, no extremo oeste da China, causou dez mortos e nove feridos, informaram hoje as autoridades, no segundo incêndio fatal a ocorrer no país asiático esta semana.

O incêndio começou na noite de quinta-feira, em Urumqi, a capital de Xinjiang, onde as temperaturas caíram abaixo de zero, após o anoitecer.

As chamas espalharam-se desde o ponto de origem, no 15.º andar, até ao 17.º andar, com o fumo a chegar até ao 21.º andar, de acordo com a imprensa estatal. Os bombeiros levaram cerca de três horas para extinguir as chamas.

As mortes e ferimentos foram causados pela inalação de fumos tóxicos. Todos os feridos, entretanto internados num hospital, devem sobreviver, segundo informações citadas pela imprensa chinesa.

Uma investigação inicial apurou que o incêndio foi provocado por um curto-circuito, numa extensão elétrica, no quarto de um dos apartamentos do 15.º andar.

A China tem um histórico alargado de incêndios mortais em edifícios residenciais, fábricas e armazéns causados pela fraca implementação de medidas de segurança, infraestrutura envelhecida e, em alguns casos, corrupção nos organismos encarregues da supervisão.

Na terça-feira, um incêndio destruiu as instalações de uma empresa que lida com produtos químicos, no centro da China, matando 38 pessoas. Quatro pessoas foram detidas na sequência do incêndio e as autoridades locais ordenaram amplas inspeções de segurança para erradicar possíveis perigos.

Os acidentes ocorrem numa altura em que novos surtos de covid-19 resultaram na imposição de bloqueios de cidades inteiras, afetando milhões de pessoas.

A comunidade de Jixiangyuan, onde ocorreu o incêndio de Urumqi, é designada como "área de baixo risco de covid-19" e os residentes foram autorizados a sair dos seus apartamentos, de acordo com os relatórios. Não é claro se foram autorizados a deixar o complexo.

Urumqi não registou um grande surto recentemente. No entanto, como em muitas partes da China, as autoridades locais, com medo de serem punidas e perder o emprego, tendem a adotar medidas extremas, para evitar surtos dentro das suas jurisdições.

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