Diretor do FBI confirma investigação a interferência da Rússia e ligações com Trump

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O diretor do FBI confirmou esta segunda-feira que a agência federal está a investigar a alegada interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016. James Comey especificou que estão em análise eventuais ligações entre Donald Trump e Moscovo.

Durante a audição que decorre no Congresso, o dirigente do Federal Bureau of Investigation explicou que a investigação inclui a busca por “ligações entre indivíduos associados à campanha de Trump e o governo russo” e uma eventual coordenação entre a campanha e Moscovo.

“Sendo uma investigação aberta, em curso e classificada, não posso dizer mais sobre o que estamos a fazer e quem estamos a investigar”, adiantou Comey.

O diretor do FBI garantiu ainda que nem o Bureau nem o Departamento de Justiça têm provas que indiquem que Donald Trump foi espiado durante a campanha por ordem do presidente Barack Obama.

James Comey recordou que nenhum indivíduo dos Estados Unidos, nem mesmo o Presidente, pode ordenar que alguém seja alvo de vigilância eletrónica.

A declaração do diretor do FBI vem esvaziar a acusação feita na madrugada de sábado, dia 4 de março, por Donald Trump. O Presidente acusou Barack Obama de ter ordenado escutas à sua equipa.

Numa série de mensagens publicadas no Twitter, afirmou ter "acabado de saber" que tinha sido escutado e apontou o dedo a Obama, chamando-lhe um "tipo mau (ou doente)" e fez comparações com o caso "Nixon/Watergate" e com o "McCartismo". Até ao momento, nenhuma entidade deu sinal de que as alegações de Donald Trump sejam verdadeiras.
Escutado pelo Reino Unido?
Também o diretor da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos se afastou das acusações que têm chegado da Casa Branca. Mike Rogers garantiu que não é possível que o Governo dos Estados Unidos tenho pedido aos serviços de espionagem do Reino Unido para espiarem Donald Trump.

A acusação tinha partido do juiz Andrew Napolitano, analista judicial do canal conservador FOX News. Napolitano insinuou que a administração Obama tinha pedido a colaboração dos serviços secretos britânicos para espiar Donald Trump para não deixar “impressões digitais americanas”.

A acusação foi repetida pelo secretário de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer e prontamente desmentida pelos serviços britânicos de espionagem.

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