Donald Trump aprova envio de 1500 tropas para o Médio Oriente

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Donald Trump, antes de embarcar no Air Force One, com a primeira dama Melania, no início de uma viagem ao Japão.
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Um dia depois de ter opinado que as tropas norte-americanas estacionadas sobretudo no Iraque não precisariam de ser reforçadas, o Presidente dos Estados Unidos aprovou o envio de 1500 tropas para o Médio Oriente.

É um número relativamente reduzido de soldados cuja função será a de proteger as defesas americanas na região, referiu Donald Trump.

"Queremos ter proteção no Médio Oriente. Vamos enviar um número relativamente pequeno de tropas, na maior parte para proteção", revelou o Presidente aos jornalistas antes de embarcar no Air Force One para uma viagem ao Japão, com a primeira dama, Melania Trump.

Fontes da Casa Branca afirmaram à agência Reuters que o contingente inclui engenheiros, baterias de mísseis Patriot, aeronaves de reconhecimento e as forças a elas associadas.

Esta quinta-feira, o chefe do Pentágono, Patrick Shanahan, secretário da Defesa designado, admitiu que estava a ser estudado o envio de tropas para o Médio Oriente, mas recusou falar em números concretos.

Já esta sexta-feira, Donald Trump aprovou o pedido de Shanahan para enviar mais tropas para a zona do Golfo, oficialmente como estratégia dissuasora contra eventuais ataques de grupos armados ao serviço do Irão.
O secretário da Defesa tem poderes para enviar pequenos contingentes, mas um número considerável de tropas necessita da aprovação presidencial.

A Casa Branca não comentou a notícia, que surge depois de Shanahan ter negado, quinta-feira, informações veiculadas pela imprensa e pela agência Reuters, de que estava a ser preparado o envio de cinco mil a 10 mil tropas.

As movimentações militares anunciadas devem-se ao agravamento da tensão entre os EUA e o Irão, depois de Washington acusar Teerão de estar a preparar uma série de ações contra as forças e os interesses norte-americanos na região.

Fontes não identificadas terão ainda indicado à CNN que a Administração Trump está pronta a antecipar uma venda de armamento à Arábia Saudita, como parte da sua estratégia anti iraniana.

O reino saudita, dominado pelo Islão sunita, é o principal inimigo da república iraniana, gerida pelo Islão xiita.

De acordo com fontes do Congresso norte-americano, a Administração participou que vai avançar como 22 negócios de armamento no valor de oito mil milhões de dólares, sem respeitar o habitual precedente de revisão deste tipo de vendas por parte dos congressistas.

Tanto o envio de tropas como a antecipação da venda de armamento apontam para a intensificação da retórica anti-iraniana por parte da Casa Branca, e deverão colocar sérias questões no Capitólio, onde vários senadores e representantes a contestam, devido à falta de provas concretas da ameaça.

Muitos receiam que o reforço militar possa, até acidentalmente, espoletar um conflito grave na região, apesar de Shanahan e de outros responsáveis sublinharem que o foco da Administração Trump é a proteção de tropas americanas e a dissuasão.

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