Espanha: militar envolvido em caso de violação regressa ao ativo

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Alfonso Cabezuelo esteve suspenso durante seis meses
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O membro militar do grupo “La Manada”, responsável por violar uma jovem nas festas de San Fermín, regressou ao serviço ativo nesta quarta-feira. O grupo encontrava-se em liberdade condicional desde junho deste ano.

Alfonso Jesús Cabezuelo, membro do autointitulado grupo “La Manada”, regressou ao serviço ativo militar nesta quarta-feira, depois de estar suspenso das suas funções durante seis meses. A informação foi avançada pelo Boletim Oficial de Defesa.

Para os militares, a suspensão de funções é uma medida cautelar temporal, que só pode durar, no máximo, seis meses. Após este período a suspensão levanta-se “inexoravelmente”, segundo explica o Ministério da Defesa.

No entanto, apesar de a suspensão ser levantada automaticamente, a ministra da Defesa, Margarita Robles, aplicará a Cabezuelo o previsto no artigo 111.3 da Lei da Carreira Militar. Desta forma, o Ministério da Defesa não lhe atribuirá funções, aguardando a resposta do Supremo Tribunal, tal como explica El País.

Apesar de não serem atribuídas funções a Alfonso Cabezuelo, o facto de este não poder estar suspenso por mais de seis meses faz com que continue a receber o salário-base – entre os 800 e os 900 euros, de acordo com o site espanhol Público. Enquanto se encontrava suspenso, Cabezuelo recebia 75 por cento deste ordenado.

No fundo, o artigo 111.3 impede o militar de exercer funções no imediato, mas não de receber a totalidade do salário-base.

"Não é digerível que este homem permaneça no ativo"
Mariano Casado, membro do Observatório da Vida Militar, e ligado às Cortes Gerais espanholas, não concorda que Cabezuelo volte a assumir funções militares.

“Não é digerível por parte da sociedade espanhola que este homem permaneça no ativo, prestando serviço e relacionando-se com outros colegas ”, declarou ao Público.

Antes de ser detido e condenado pela violação de uma adolescente nas festas de San Fermín, Cabezuelo prestava serviço no II Batalhão da Unidade Militar de Emergências, em Morón (Sevilha). 

Inicialmente, Cabezuelo e o resto do grupo foram sentenciados a nove anos de prisão. No entanto, o grupo foi libertado condicionalmente a 22 de junho deste ano.

Para além deste caso, o militar e mais três membros do grupo “La Manada” estão envolvidos num outro caso de violação, registado com uma rapariga de 21 anos na cidade de Pozoblanco.

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