EUA, Alemanha e Holanda retiram do Iraque os funcionários “não essenciais”

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Os Estados Unidos da América pediram esta quarta-feira a todos os “funcionários do governo não essenciais” que abandonassem o Iraque. A declaração surge numa altura em que se intensificam as tensões entre os EUA e o Irão. Os militares norte-americanos alertam para ataques “iminentes” do Irão.

Com as crescentes tensões entre os EUA e o Irão e com as forças militares norte-americanas a dirigirem-se para o Golfo, os funcionários “não essenciais” da Embaixada de Bagdá e do Consulado de Arbil foram mandados partir do Iraque, de acordo com a Aljazeera.

Em comunicado citado pelo Jerusalem Post, o Departamento de Estado dos EUA apelou a que os funcionários “evitem instalações dos EUA no Iraque” e a Embaixada dos EUA em Bagdá aconselhou esses funcionários a partirem do Iraque por transporte comercial "o mais rápido possível”.



"Os serviços normais de visto em ambos os postos serão temporariamente suspensos. O Governo dos EUA tem capacidade limitada para fornecer serviços de emergência a cidadãos americanos no Iraque", disse o Departamento de Estado, referindo-se à Embaixada e ao Consulado dos EUA em Arbil.

A declaração surgiu após o Comando Central dos EUA (CENTCOM) alertar, na terça-feira, para o nível de ameaça elevado, tanto no Iraque como na Síria. Divulgou na altura um comunicado, dizendo que as tropas norte-americanas destacadas no Iraque se encontravam em alerta contra um possível ataque “iminente” do Irão e dos seus representantes.

“O Comando Central dos EUA, em coordenação com a Operação Resolução Inerente [OIR na sigla em inglês], aumentou o nível de alerta para todos os membros do serviço atribuídos ao OIR no Iraque e na Síria”, diz o comunicado. “Como resultado, a OIR está agora num nível de alerta elevado, enquanto continuamos a monitorizar de perto as ameaças credíveis e possivelmente iminentes às tropas dos EUA no Iraque.”

Já no domingo passado, a Embaixada norte-americana aconselhou os americanos a não viajarem para o Iraque, alertando para “tensões intensificadas”. Entretanto, os militares dos EUA mobilizaram forças, incluindo um porta-aviões e bombardeiros B-52, para o Médio Oriente.

UE em alerta com evacuação dos EUA

As tensões entre o Irão e os Estados Unidos aumentaram na semana passada, após relatórios referindo que Teerão e alguns dos seus representantes podiam estar a preparar um ataque às tropas ou aliados norte-americanos no Médio Oriente.

Os EUA aprovaram a instalação de uma esquadrilha de bombardeiros B-52, uma bateria de defesa antimísseis, uma doca de transporte anfíbia e um grupo de ataque de porta-aviões para a região do CENTCOM.

Além disso, aplicou novas sanções às exportações de petróleo do Irão, depois de cancelar o importante acordo nuclear envolvendo o Irão e as principais potências mundiais, que limitou o programa de armas atómicas da República Islâmica, em troca do alívio das sanções.

O ministro da Defesa do Irão, Amir Hatami, foi citado pela Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) dizendo que Teerão "derrotará a frente sionista americana", mas que outras autoridades iranianas minimizaram os recentes movimentos militares dos EUA.

O Ministério da Defesa da Alemanha anunciou também esta quarta-feira que está a suspender as operações de treino militar no Iraque. A Holanda, por sua vez, seguiu a Alemanha e decidiu suspender a sua missão, que prestou assistência às autoridades iraquianas num contexto de ameaça de segurança.

O Ministério da Defesa holandês confirmou à comunicação social a suspensão da missão. O porta-voz do Ministério disse à agência ANP que a retirada das tropas holandesas da área “não está em discussão de momento”.

A evacuação dos funcionários dos EUA alarmou alguns políticos da União Europeia, que expressaram preocupação com a possibilidade de Washington entrar em guerra com o Teerão.

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