General iraniano declara que contestação foi derrotada

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O número um dos Guardas da Revolução do Irão afirmou esta quarta-feira que os revoltosos foram derrotados, após dezenas de milhares de pessoas participarem em manifestações pró-Governo.

O major-general Mohammad Ali Jafari garante que os revoltosos que nos últimos dias se têm manifestado contra o regime iraniano foram derrotados - uma declaração proferida quando dezenas de milhares de pessoas foram chamadas a participar em manifestações a favor do Governo.

As vagas de protesto dos últimos dias, as maiores desde as eleições presidenciais de 2009, começaram devido ao aumento dos preços e à corrupção, mas rapidamente se transformaram em ações contra o regime.


João Botas, Cristina Gomes - RTP

Os protestos causaram pelo menos 21 mortos e centenas de detenções por parte das autoridades.

O major-general Ali Jafari afirmou que “havia um máximo de 1500 manifestantes em cada lugar e que o número global em todo o país não excedia as 15 mil pessoas”. Acrescentou ainda que “os Guardas derrotaram os revoltosos e que houve apenas intervenções de forma limitada em três províncias”.
Guia supremo culpa EUA, Israel e Arábia Saudita
O ayatollah Ali Khamenei, Guia Supremo do Irão, responsabilizou os “inimigos” do país pelos acontecimentos. Palavras que os analistas consideram ser dirigidas a Estados Unidos, Israel e Arábia Saudita.

A televisão estatal tem estado a emitir em direto várias manifestações pró-Governo nas cidades de Kermanshah, Ilam e Gorgan, onde se agitam bandeiras e imagens do Guia Supremo.
EUA prometem apoio aos revoltosos
Por sua vez, o Presidente dos Estados Unidos declarou no Twitter que vai apoiar os manifestantes contra o regime no momento certo.

Na terça-feira, a representante dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse ser um “absurdo completo" a acusação ao seu país de estar a fomentar os protestos.

"O povo iraniano chora pela liberdade. Todas as pessoas amantes da liberdade devem estar de acordo com suas causas", afirmou Haley.

A Administração norte-americana deve decidir este mês se repõe as sanções que foram aliviadas aquando do acordo sobre o programa nuclear do Irão em 2015. Um acordo que já foi considerado negativo por Donald Trump.

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