Glaciares dos Alpes franceses diminuiram 25% em 12 anos revela estudo

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O desaparecimento dos glaciares e suas consequências -na imagem o glaciar de Solheimajokull , na Islândia - tem sido estudado como prova do aquecimento climático global.
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Os glaciares dos Alpes franceses perderam 25% da superfície entre 2003 e 2015 e estão a diminuir "três vezes mais rápido" do que anteriormente, segundo um estudo recente hoje tornado público.

De acordo com o Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Ambiente (LGGA), de Grenoble, que faz o inventário da situação francesa no âmbito da análise que se faz à escala europeia, o degelo aumentou "brutalmente" naquele período.

O estudo sublinha nomeadamente que a perda de superfície entre 2003 (data das últimas medições efetuadas) e 2015 foi de 02% por ano nos Alpes franceses, contra 0,7% no período anterior (1986-2003).

"O número é quase multiplicado por três", lamentou o especialista em glaciares Antoine Rabatel, que completou a investigação em junho, com base em imagens de satélite de 2015, com uma precisão de dez metros por pixel.

"O aumento da retração do gelo é muito nítido, especialmente nas zonas baixas dos glaciares", disse.

Os glaciares do maciço do Monte Branco, o mais alto pico da Europa (4.809 metros) são os que resistem melhor a esta erosão: registaram uma diminuição da área de cerca de 01% por ano no período 2003-2015, em comparação com os 2,25% dos glaciares dos maciços de Écrins.

Iniciado em outubro de 2016, o trabalho foi feito em colaboração com laboratórios austríacos, italianos e suíços.

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Alpes, Grenoble, Laboratório Glaciologia, Monte,

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