Governo brasileiro anuncia criação de comité de liberdade religiosa e de crenças

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A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos brasileira, Damares Alves, afirmou na quinta-feira, nos Estados Unidos, que o Governo vai criar um comité de liberdade religiosa e de crenças, noticiou a imprensa local.

"Instituiremos, nos próximos dias, um comité nacional de liberdade religiosa e de crença. Será criada também, no âmbito do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, uma coordenação nacional destinada a promover ações e iniciativas para garantir o pleno exercício da liberdade religiosa. Será dada uma atenção especial às religiões de matriz africana", declarou a ministra, citada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em viagem pelos Estados Unidos, a governante frisou que o Executivo brasileiro, liderado pelo Presidente Jair Bolsonaro, estápreocupado com a intolerância religiosa, e com a "perseguição de cristãos".

"O atual Governo brasileiro está seriamente preocupado com os contínuos atos de intolerância e violência baseados na religião ou crença. Estamos particularmente apreensivos com a perseguição de cristãos em diferentes partes do mundo. Não dá mais para admitir a perseguição e a morte de tantos cristão no mundo", acrescentou Damares Alves.

A ministra participou, na quinta-feira, num evento promovido pelo Governo norte-americano, com a presença de várias autoridades internacionais, para debater a liberdade religiosa.

A religião desempenhou um papel importante na eleição de Jair Bolsonaro, já que na campanha presidencial, sob o lema "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos", o atual Presidente brasileiro contou com o apoio de muitos grupos evangélicos, que continuam a ser os apoiantes mais fiéis do Governo.

Na semana passada, numa transmissão em direto na rede social Facebook, o chefe de Estado brasileiro afirmou que a religião podia ajudar o país através divulgação de valores tradicionais.

"A religião é quando eles [religiosos] pregam respeito pela família, pelo casamento, ao próximo, aos valores de responsabilidade e assim eles estão a ajudar o Brasil", declarou.

Ainda na semana anterior, Bolsonaro tinha anunciado que ia indicar uma pessoa "terrivelmente evangélica" para ocupar o cargo de juiz do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Muitos tentam nos deixar de lado, dizendo que o Estado é laico. O Estado é laico, mas nós somos cristãos (...) E esse espírito deve estar presente em todos os poderes. Por isso, o meu compromisso: poderei indicar dois ministros para o Supremo Tribunal Federal. Um deles será terrivelmente evangélico", declarou o Presidente.

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