Grupo de 43 migrantes continua retido em frente à ilha italiana de Lampedusa

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Quarenta e três migrantes continuavam hoje retidos no mar, perto das águas territoriais italianas, em frente à ilha de Lampedusa, depois do ministro do Interior, Matteo Salvini, ter reiterado a proibição de desembarque destas pessoas em território italiano.

"O navio `Sea Watch 3` não se importa com as regras e participa no tráfico de pessoas. Não darei autorização para atracar, nem agora, nem no Natal ou no Ano Novo, aos que não se importam com as regras", afirmou o também vice-primeiro-ministro e líder da extrema-direita italiana, em declarações a uma rádio local.

O navio humanitário `Sea Watch 3`, de uma organização não-governamental alemã com o mesmo nome, resgatou, no passado dia 12 de junho, 53 migrantes que estavam a bordo de um bote de borracha ao largo da Líbia.

O comandante do navio recusou-se a levar de volta os migrantes para a Líbia, país que não é considerado um lugar seguro, e dirigiu-se para as costas italianas.

A Líbia tornou-se nos últimos anos uma placa giratória para centenas de milhares de migrantes que tentam alcançar a Europa através do Mediterrâneo.

Território imerso num caos político e securitário desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011 e devido a divisões e lutas de influência entre milícias e tribos, a Líbia tem sido um terreno fértil para as redes de tráfico ilegal de migrantes e de situações de sequestro, tortura e violações.

Um grupo de 10 migrantes, onde estavam mulheres grávidas, foi autorizado a desembarcar no sábado passado em Lampedusa, mas as restantes 43 pessoas permanecem retidas no navio `Sea Watch 3` que não pode entrar em águas territoriais italianas, uma vez que corre o risco de ser confiscado.

Entretanto, 45 migrantes que viajavam a bordo de uma pequena embarcação de madeira conseguiram chegar pelos próprios meios a Lampedusa e desembarcaram na quarta-feira no porto daquela ilha italiana.

Numa mensagem por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, hoje assinalado, o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, lembrou que "os deveres de solidariedade, de assistência e de hospitalidade" fazem parte dos "princípios fundamentais" da Constituição italiana, apelando ainda a uma concertação ao nível "internacional e especialmente europeu" para gerir os fluxos migratórios.

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