Investigadora sul-africana lamenta que país esqueça ideias de Mandela

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A investigadora sul-africana Sahn Venter lamentou hoje que o país tenha esquecido as lições de Nelson Mandela, seja em questões de tolerância ou na gestão séria da política.

"A sabedoria deste homem continua a ser muito atual para a África do Sul e o Mundo em geral", afirmou à Lusa a escritora do livro hoje publicado em Portugal "As cartas de prisão de Nelson Mandela".

O país vive um ambiente de agitação civil com uma crise económica persistente e várias acusações de corrupção aos políticos, a maioria deles do partido de Mandela, o Congresso Nacional Africano (ANC).

Hoje, "há pessoas na África do Sul que continuam a tentar prejudicar o papel que [Mandela] desempenhou" na transição da sociedade sul-africana, que culminou na queda do regime do apartheid com a realização das primeiras eleições multirraciais e democráticas em Abril de 1994.

"Mas estou safisfeita por ver agora a sua publicação porque o que [Mandela] escreve nas suas cartas e as lições que delas possamos extrair são de extrema importância para a actualidade", afirma Sahm Venter.

"Julgo que todos nós estamos a assistir dolorosamente à ascensão do radicalismo político autoritário nacionalista, do racismo, sexismo, e homofobia no mundo, e a mensagem de Mandela é essencialmente sobre direitos numanos, liberdade e democracia para todos", salientou a investigadora.

Para Sahn Venter, "Mandela era um homem sábio com quem podemos continuar a apreender" porque era um líder capaz de "argumentar com o inimigo sem, no entanto, o tratar como inimigo a abater".

"Conhecendo Mandela como passei a conhecer, sei que iria gostar certamente que todos percebessem que têm uma pequena missão a cumprir na vida e junto das suas comunidades de forma a ajudar a melhorar o planeta para que seja mais seguro e justo", concluiu a autora nesta entrevista à Lusa na sede da Fundação Nelson Mandela, em Joanesburgo.

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