Irão liberta petroleiro sul-coreano apreendido desde janeiro

por Lusa
O petroleiro foi libertado três meses depois EPA

O Irão libertou um petroleiro de bandeira sul-coreana apreendido em janeiro, quando Teerão pressionava Seul para libertar milhares de milhões de euros congelados devido a sanções dos EUA, informou o governo da Coreia do Sul.

O Hankuk Chemi tinha sido apreendido e os 20 tripulantes de diferentes nacionalidades detidos pelos Guardas Revolucionários, o exército ideológico da República Islâmica.

Numa declaração, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano afirmou que o capitão do navio tinha sido libertado e que o petroleiro tinha "saído em segurança".

Teerão tinha acusado o navio de poluição marítima.

Em fevereiro, o Irão tinha permitido que todos os membros da tripulação, exceto o comandante, deixassem o país por razões "humanitárias", mas a maioria tinha permanecido a bordo para assegurar a manutenção do petroleiro.

O Irão era dos principais fornecedores de petróleo da Coreia do Sul, até que o país parou as aquisições, sob pressão das sanções dos EUA, reinstituídas a partir de 2018 pelo antigo presidente norte-americano Donald Trump, destinadas a secar as receitas petrolíferas iranianas.

Teerão tinha acusado Seul de manter "reféns" sete mil milhões de dólares em fundos (5,7 mil milhões de euros) pertencentes ao Irão.

A Coreia do Sul anunciou em março que tinha acordado uma solução para libertar os fundos congelados, mas estava à espera de uma luz verde de Washington.

De acordo com várias reportagens da imprensa sul-coreana, o primeiro-ministro Chung Sye-kyun visitará Teerão brevemente, sem dar uma data.

A apreensão do Hankuk Chemi foi a primeira pelas forças iranianas em mais de um ano.

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