Israel: Partido Trabalhista rompe com Internacional Socialista

| Mundo

Yehiel Hilik Bar, líder do Partido Trabalhista
|

Na terça-feira, o Partido Trabalhista enviou uma carta à organização Internacional Socialista depois de esta se ter unido à campanha de BDS (Boicote, Desinvestimentos e Sanções). O líder trabalhista anunciou que o partido iria deixar a organização.

movimento BDS defende que todos os palestinos têm os mesmos direitos que o resto da humanidade. Invoca princípios de justiça, liberdade e igualdade.

Segundo o jornal israelita The Jerusalem Post, Yehiel Hilik Bar, secretário internacional do Partido Trabalhista, considerou a decisão da organização como "hipócrita" e disse que a suspensão da filiação era imediata. O secretário pediu à Internacional Socialista - organização que agrupa partidos políticos sociais-democratas, socialistas e trabalhistas - para deixar de incluir qualquer referência ao Partido Trabalhista assim como aos membros do partido, em discursos eventos e publicações.

A organização Internacional Socialista é constituída por 140 partidos e várias organizações políticas em todos os continentes.
Bar disse que a declaração iria distanciar em vez de encorajar um processo de paz entre Israel e os palestinos. “Na declaração, vocês reiteram a 'solidariedade com as forças progressistas em Israel’”, escreveu Bar na carta.

“Como secretário internacional do Partido Trabalhista de Israel, como membro da direcção do partido, e em nome da liderança do Partido Trabalhista, o maior partido progressista do parlamento israelita, garanto-vos ao cancelamento total e formal dessa declaração pobre, unilateral e miserável, a vossa 'solidariedade' não é desejada por nós ”, acrescentou.

Tópicos:

, BDS, Internacional, Organização, Socialista, Trabalhista, Partido,

A informação mais vista

+ Em Foco

O antigo procurador-geral da República do Brasil revelou à RTP que já recebeu várias ameaças de morte e defendeu uma reforma profunda do sistema político brasileiro.

Quando Ana Paula Vitorino indicou Lídia Sequeira, a economista ainda era gerente da sua empresa, o que viola a lei em matéria de incompatibilidades e o dever de imparcialidade.

Em seis anos, as investigações sucederam-se, sem poupar ninguém, da política ao futebol e à banca, seguindo a bandeira da ainda procuradora geral, o combate à corrupção.

    O Conselho Europeu informal de Salzburgo tem em cima da mesa dossiers sensíveis, com a imigração e o Brexit no topo da agenda. A RTP preparou um conjunto de reportagens especiais sobre esta cimeira.